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Polícia Civil mira grupo criminoso envolvido em fraudes bancárias em financiamento de veículos

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (19.5), a Operação Falso Mestre, para cumprimento de ordens judiciais contra um grupo criminoso envolvido em fraudes bancárias destinadas, especialmente voltadas à obtenção de financiamentos de veículos.

Na operação são cumpridos dois mandados de prisão e mandados de busca e apreensão, expedidas pela Justiça após representação da Polícia Civil. As ordens judiciais são cumpridas na cidade de Sorriso e também nos estados de Santa Catarina e Amazonas.

As investigações, conduzidas pela Delegacia de Sorriso, por meio do Núcleo de Combate ao Estelionato e Lavagem de Dinheiro, apontam para a atuação de organização criminosa com ramificações interestaduais.

Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos públicos e associação criminosa.

Investigações

As investigações iniciaram a partir da denúncia de uma vítima que relatou ter sido induzida a fornecer documentos pessoais sob o pretexto de matrícula em curso de conclusão do ensino médio na modalidade EJA.

O suspeito era conhecido da vítima e antigo professor e teria utilizado a relação de confiança construída ao longo dos anos para obter acesso aos documentos pessoais da vítima, os quais posteriormente foram empregados em fraudes bancárias destinadas à obtenção de financiamentos de veículos.

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No decorrer das investigações, verificou-se que foram realizados financiamentos fraudulentos de veículos junto a instituições financeiras, incluindo um Chevrolet Cobalt e um Jeep Renegade, totalizando dezenas de milhares de reais em contratos bancários firmados sem o consentimento da vítima.

As apurações permitiram identificar o fluxo financeiro do esquema criminoso, os destinatários dos valores obtidos ilicitamente e a atuação de integrantes responsáveis pela falsificação documental, movimentação financeira e tentativa de regularização fraudulenta dos veículos.

Também foram identificados elementos indicando possível participação de pessoas com acesso a cartório da cidade, incluindo um juiz de paz, responsável por procedimentos relacionados às procurações utilizadas no esquema. Um dos alvos investigados era comum a outra operação deflagrada hoje no município, um juiz de paz com acesso a procedimentos cartorários da cidade, apontado como possível facilitador das fraudes investigadas.

O delegado responsável pelas investigações, Thiago Meira, destacou que as investigações que envolvem crimes financeiros, lavagem de dinheiro, falsificação documental e organizações criminosas demandam elevado grau de complexidade técnica, integração entre unidades policiais e aprofundado trabalho de inteligência.

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“Com a operação, a Polícia Civil reafirma seu compromisso institucional no combate qualificado às organizações criminosas, especialmente por meio da identificação da estrutura financeira dos grupos investigados, rastreamento patrimonial e descapitalização das atividades ilícitas”, disse o delegado.

Apoios operacionais

O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio prestado pela Regional de Sinop da Polícia Civil, pela Regional de Nova Mutum da Polícia Civil, pela Polícia Civil de Santa Catarina, especialmente à Delegacia de Polícia da Comarca de Balneário Piçarras, que auxiliou no cumprimento de dois mandados de busca e apreensão, Polícia Civil do Estado do Amazonas, por intermédio da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações de Manaus, responsável pelo apoio no cumprimento de mandado de prisão na cidade de Autazes/AM, comunidade Novo Céu.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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