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Polícia Civil indicia motorista de Compass que atropelou motociclistas em Cuiabá por homicídio doloso

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), indiciou por homicídio doloso o motorista do veículo Jeep Compass envolvido no acidente de trânsito que colidiu com duas motocicletas na região do bairro Coophema, em Cuiabá, no dia 15 de dezembro. A colisão resultou na morte do motociclista José Chaves Leite, e deixou o outro condutor com lesões graves.

O inquérito policial é presidido pelo delegado titular da Deletran, Christian Alessandro Cabral, que também indiciou o investigado pelos crimes de lesão corporal, falsidade ideológica, omissão de socorro, fuga de local de acidente e embriaguez ao volante.

As investigações apontaram que o motorista passou a madrugada em uma boate na região central da cidade, ocasião em que consumiu grande quantidade e variedade de bebidas alcoólicas, estando em visível estado de embriaguez quando decidiu assumir a direção do veículo em direção a sua residência no bairro Coophema.

No trajeto, já por volta das 06h30, o motorista trafegava na mão contrária da via e colidiu frontalmente com uma motocicleta e, em seguida, contra a outra que vinha atrás.

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A vítima José Chaves Leite, que estava na primeira motocicleta, não resistiu aos ferimentos e foi a óbito no local. A segunda vítima sofreu lesões graves.

Após as colisões, o suspeito empreendeu fuga do local, arrastando uma das motocicletas por cerca de 500 metros, sem prestar socorro ou se preocupar com o que havia ocorrido com as vítimas, que poderiam estar sendo arrastadas junto ao veículo.

O motorista foi para o seu apartamento e, mesmo ciente dos atos praticados, não retornou ao local para prestar assistência, bem como não se apresentou à polícia, demonstrando total ausência de arrependimento pelos atos cometidos.

Após o acidente, o suspeito ainda registrou dois boletins de ocorrências omitindo informações e colocando declarações falsas com o objetivo de alterar a verdade sobre os fatos.

“As investigações apontaram que, diante de todas as suas condutas, o motorista assumiu conscientemente o risco de causar os eventos lesivos, assim como atentou de forma dolosa contra a fé pública ao registrar boletins de ocorrência com as informações falsas”, disse o delegado Christian Cabral.

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O inquérito está na fase final de conclusão, faltando o interrogatório do investigado e a juntada dos laudos periciais, para enviá-lo à Justiça.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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