A Diretoria da Polícia Civil de Mato Grosso se reuniu, nesta sexta-feira (31.1), em Cuiabá, com representantes da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para discutir uma parceria na prevenção e investigação de crimes financeiros.
O delegado-geral adjunto, Rodrigo Bastos, destacou que a reunião é um passo importante para a futura cooperação conjunta entre a Polícia Civil e a Febraban, dentro do Programa de Combate a Estelionatos, Fraudes Bancárias e Lavagem de Capitais.
“É um primeiro passo importante para chegarmos nessa parceria, que vai possibilitar acesso a informações e compartilhamento mútuo de tecnologia e equipamentos, que contribuirão para aprimorar as nossas investigações a esse tipo de delito”, assegurou o delegado.
O gestor da Polícia Civil acrescentou também que a iniciativa integra o programa Tolerância Zero ao crime organizado e colherá frutos para melhorar a segurança pública de Mato Grosso.
O representante da Febraban, Eli da Silva, pontuou que a prevenção e combate a crimes financeiros é uma preocupação constante da entidade, considerando os crescentes registros de golpes no país.
“A Febraban e os bancos têm se preocupado com o tema, especialmente aqueles ligados à lavagem de dinheiro, fraudes eletrônicas e bancárias, pontos-chave para empregar os recursos necessários para auxiliar as autoridades na investigação”, destacou o assessor da Febraban.
Eli pontuou ainda que o setor tem obrigação legal e normativa de contribuir com as autoridades de polícia judiciária no país no fornecimento de dados que possam colaborar nas investigações.
No ano passado, a Polícia Civil de Mato Grosso realizou, apenas na região Metropolitana de Cuiabá, 26 operações contra investigados por golpes de estelionato, lavagem de dinheiro e fraudes bancárias.
De 2023 para 2024, a Polícia Civil ampliou em 83,88% as análises financeiras sobre lavagem de capitais realizadas pelo Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), gerência da Diretoria de Inteligência que presta assessoria às investigações das unidades policiais.
O trabalho de análise financeira chamou a atenção das Polícias Civis de diversos estados que estão adotando as ferramentas desenvolvidas para análise e investigação de lavagem de capitais.
A reunião contou com a participação dos diretores da Polícia Civil, Fausto Freitas (Acadepol); Wagner Bassi (Diretoria Metropolitana), Juliano Carvalho (Inteligência), Cláudio Alvares (Atividades Especiais), Walfrido Nascimento (Interior), delegado Gianmarco Pacola (Assessor Institucional); delegados das unidades especializadas de Estelionatos de Cuiabá e Várzea Grande, Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO0 e Delegacia de Repressão a Crimes Informáticos, Coordenadoria de Tecnologia da Informação, além dos assessores da Febraban, Horciliano Marques e Núbia Tavares Oliveira.
Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.
O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.
A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025. Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.
Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?
A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.
Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.
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