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Polícia Civil cria canal com orientações a vítimas em caso de golpes

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A Polícia Civil de Mato Grosso criou um canal exclusivo de orientação à população de como proceder em casos de fraudes por meio eletrônico e evitar possíveis situações de estelionato, com o objetivo de auxiliar de maneira rápida e objetiva as vítimas de golpes.

O projeto desenvolvido pela Polícia Civil reúne a atuação das unidades especializadas no combate a golpes, especialmente em ambiente virtual – Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande e Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos, e tem como ideia central divulgar as informações de maneira fácil para que as vítimas tenham acesso rápido e saibam como proceder em casos de golpes ou fraudes eletrônicas.

A ideia nasceu no Núcleo Especializado de Estelionato da 1ª Delegacia de Várzea Grande, após a unidade policial observar que muitas vítimas, depois de sofrerem golpes por meios eletrônicos, não sabiam como proceder para evitar outros prejuízos.

“Com as informações disponíveis, a vítima já pode adiantar os procedimentos conseguindo, por exemplo, recuperar suas contas em redes sociais, denunciar perfis falsos criados em seu nome e evitar que valores transferidos sejam difundidos para outras contas bancárias”, explicou o delegado Ruy Peral, responsável pelo setor.

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No projeto-piloto, as informações estão disponibilizadas no site da Polícia Civil no campo Orientações Sobre Golpes, onde é encontrado o passo a passo de como a vítima deve proceder em situações como: pagamentos ou transferências decorrentes de crime; sequestro de perfil de whatsapp; hackeamento de redes sociais como Facebook e/ou Instagram, entre outros golpes.

Dentro do projeto também serão divulgados nas delegacias da Polícia Civil em todo o estado, cartazes com os QR Codes, onde as vítimas poderão acessar diretamente dos seus aparelhos celulares as orientações sobre o golpe específico que sofreram.

O planejamento é que projeto seja ampliado em alguns dias com a criação de um hotsite específico, vinculado ao site da Polícia Civil, onde estarão disponíveis orientações sobre outras modalidades de golpes, dicas de segurança e diversas informações que trarão esclarecimentos sobre crimes de estelionato e outras fraudes.

Além do site institucional e das delegacias, a Polícia Civil trabalha para que o material com os QR Codes que direcionam para as orientações sobre cada golpe específico seja amplamente divulgado em redes sociais, veículos de imprensa e locais com grande movimentação de pessoas como agências bancárias e comércio.

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Para a delegada-geral Daniela Maidel, a nova ferramenta é fundamental como meio de prevenção aos crimes de estelionato virtual, que vêm crescendo com a evolução da tecnologia.

“A Polícia Civil de Mato Grosso tem investido muito no combate a esse tipo de crime, que tem feito um número enorme de vítimas em todo país. Estamos equipando as unidades com ferramentas modernas e efetivo especializado, mas percebemos que precisávamos ir além. E nesse contexto, foi percebida a necessidade de passar informações seguras e orientações para que a população tenha conhecimento para não ser vítima de golpes e se for, saber como agir, evitando assim maiores prejuízos”, disse.

O diretor Metropolitano, Wagner Bassi Junior, destacou que, com o projeto, a Polícia Civil busca investir rotineiramente no trabalho de conscientização e esclarecimento à população, para que as vítimas de golpes possam agir de maneira rápida e efetiva. “Criamos um canal único em que a vítima pode encontrar orientações de como agir em casos de fraude eletrônica e de maneira fácil, em que por meio do QR Code ela possa acessar diretamente a informação que ela precisa”, explicou Bassi.

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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