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Plataforma de monitoramento de incêndios florestais em MT vence prêmio nacional na categoria de Segurança Pública

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A plataforma de monitoramento de incêndios florestais, implementada pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), conquistou o 1º lugar geral no Prêmio de Boas Práticas 2025 na categoria Segurança Pública, do Consórcio Brasil Central.

A divulgação do resultado e a entrega da premiação, no valor de R$ 40 mil, foi realizada nesta quinta-feira (27.2), durante a Assembleia de Governadores do Consórcio Brasil Central, em Brasília. O governador Mauro Mendes participou da solenidade.

A plataforma utiliza um sistema de monitoramento via satélite para identificar, em tempo real, os focos de calor, proporcionando dados mais precisos e garantindo maior eficiência no atendimento das ocorrências. Esse sistema é fruto dos investimentos realizados pelo Governo do Estado.

“Dá muito orgulho ver o quanto Mato Grosso tem se destacado no cenário nacional, dessa vez com o prêmio que nós acabamos de receber aqui através do Corpo de Bombeiros. Ficar em primeiro lugar entre todos os Estados do Brasil Central é um feito que dá muito orgulho a todos nós mato-grossenses, principalmente por terem desenvolvido essa plataforma muito inovadora e muito eficiente, que vai ajudar cada vez mais Mato Grosso no combate aos incêndios florestais”, afirmou o governador Mauro Mendes.

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O Batalhão de Emergências Ambientais (BEA) foi o responsável pelo desenvolvimento da plataforma, que integra imagens de diversos satélites qualificados, gerando dados sobre focos de calor, direção do vento, umidade do ar e precipitação de chuvas. Além disso, a ferramenta indica as regiões com maior potencial para ocorrências de incêndio florestal.

Com essa plataforma, os bombeiros têm agora uma representação mais precisa das áreas suscetíveis a focos de calor ou incêndios florestais. Isso facilita o direcionamento de recursos como efetivo, equipamentos e viaturas para as operações de prevenção e combate a ocorrências desta natureza.

Para o comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, essa inovação não só eleva o nível de eficiência, como também reflete o compromisso contínuo da corporação no fortalecimento das ações e aprimoramento das estratégias de prevenção e resposta.

“O Governo do Estado sempre viu o Corpo de Bombeiros Militar como um órgão que deveria buscar novas tecnologias para tornar o enfrentamento mais eficiente e, por isso, aportou recursos nesse sentido. Hoje, a plataforma tem a capacidade de prever onde há um risco muito alto de incêndio e, com base nessas informações, direciona recursos para o enfrentamento”, concluiu o comandante.

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O Consórcio Brasil Central reúne governadores de Mato Grosso, Maranhão, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Tocantins e o Distrito Federal para políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico desses Estados.

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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