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Planejamento de ações para aumentar a cobertura vacinal é debatido em oficina coordenada pela SES

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Uma oficina coordenada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) debate nesta quarta-feira (23.08), em Cuiabá, ações para aumentar a cobertura vacinal a partir de planejamento. O evento começou nessa terça-feira (22.08) como parte de um trabalho realizado pelo Ministério da Saúde nos estados de Mato Grosso, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, visando alinhar planejamento nacional, estadual e municipal para alcançar as metas de imunização.

O encontro reúne profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) de 12 municípios mato-grossenses. São eles: Diamantino, Nobres, Nortelândia, Nova Lacerda, Nova Maringá, Pontes e Lacerda, Porto Alegre do Norte, Rondolândia, Rosário Oeste, São Felix do Araguaia, Serra Nova Dourada e Vila Bela da Santíssima Trindade.

Conforme o coordenador estadual de imunização da SES-MT, Marx Rocha Camarão, ¿¿¿¿¿¿o objetivo de multiplicar o conhecimento e estratégias aos municípios de Mato Grosso e existe a previsão de realizar outras oficinas nos próximos meses até que as 141 cidades do estado sejam alcançadas e estejam alinhadas às metas do Estado.

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“Estamos multiplicando o que aprendemos com o Ministério da Saúde. Durante esses dois dias vamos mostrar aos gestores como fazer microplanejamento de modo que o resultado seja o aumento da cobertura vacinal. A expectativa é de que a realidade da imunização no estado seja transformada e possamos alcançar percentuais acima de 90%, que é a cobertura ideal preconizada pelo Governo Federal”, afirmou Marx.

Para a secretária executiva do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems-MT), Ana Paula Louzada, a oficina de microplanejamento é uma oportunidade de repensar as ações de imunização e potencializar o que os municípios já vêm desenvolvendo para a melhoria dos indicadores vacinais.

“Esse é um momento de criar novos olhares e oportunidades para atingirmos, enquanto municípios, melhores indicadores e superar o período de hesitação vacinal que estamos passando”, pontuou Ana Paula.

Entre os temas abordados nos dois dias de oficina estão as diretrizes para o microplanejamento e ações de vacinação; componentes e critérios de alta qualidade; preparação e formação de comitê de planejamento e execução; formação, capacitação e atualização para as ações de vacinação; origem dos dados, relatório de monitoramento e perspectivas e-SUS da Atenção Primária à Saúde (APS); conceitos e indicadores de vacinação; metas de rotina mensal; programação para atuação em locais com alta concentração de pessoas, além de exercícios práticos sobre os temas discutidos durante o encontro.

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Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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