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Peças de algodão orgânico colorido produzido por indígenas Bakairi com auxílio da Empaer são expostas em Londres

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O resultado da produção de algodão orgânico colorido pelas mulheres indígenas Bakairi nos municípios de Paranatinga e Planalto da Serra está sendo divulgado na exposição “Brasil cria moda para o amanhã – Brazil Creating Fashion for tomorrow”, nesta semana na Embaixada do Brasil, em Londres. O evento faz parte da programação do London Fashion Week, que começou na sexta-feira (15.09) e segue até esta terça-feira (19.09).

Esse trabalho envolvendo os indígenas vem sendo desenvolvido desde novembro de 2021 entre a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) com a startup FarFarm – por meio do projeto Renner: Pesquisa e Desenvolvimento de Algodão Agroflorestal no Cerrado.

Na prática, a Empaer presta assistência técnica às indígenas no fomento da produção de sementes de algodão orgânico colorido e auxilia na melhoria da qualidade das peças produzidas e comercializadas pelas lojas Renner.

O técnico da Empaer José Carlos Pinheiro da Silva explicou que as variedades agroecológicas foram melhoradas, adaptadas ao clima e solo da região, mais produtivas, de porte baixo, resistente a pragas e doenças se comparado com a atualmente cultivada o arbóreo tradicional crioula.

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“O algodão orgânico colorido cresce como árvore. Na região, as mulheres indígenas já produziam redes, tapetes e outros artesanatos. A parceria com a FarFarm veio para consolidar e gerar renda as indígenas Bakairi”, afirmou.

Sobre a Farfarm

A startup atua no desenho de estratégias para negócios de impacto baseados no potencial natural de produtos agrícolas, concentrada em promover desenvolvimento social em seus processos.

Proteção da biodiversidade

A Lojas Renner (LREN3) foi a primeira varejista de moda do Brasil a aderir ao compromisso do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS). Entre os objetivos focados em proteção da biodiversidade, como o enfrentamento de mudanças climáticas e preservação de recursos naturais essenciais para a humanidade, a companhia firmou uma parceria para capacitação de agricultores.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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