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Organização criminosa usava senhas de servidores públicos para clonar veículos e lavar dinheiro

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Um dos eixos do grupo criminoso de alcance nacional, desarticulado pela Polícia Civil de Mato Grosso na Operação Código Seguro 3, eram as fraudes virtuais por meio do acesso indevido a sistemas governamentais restritos de segurança. O objetivo era obter dados confidenciais de veículos para “esquentar” carros furtados ou roubados.

A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), revelou a atuação sofisticada do grupo criminoso, que explorava vulnerabilidades em sistemas para obter dados sigilosos de veículos e facilitar fraudes em larga escala. Entre os crimes investigados estão o de organização criminosa, lavagem de capitais, invasão de dispositivo informático qualificado majorado, furto qualificado pela fraude, adulteração de sinal identificador de veículo e receptação.

As investigações iniciadas em junho de 2023 identificaram a violação de segurança por meio do vazamento de credenciais de acesso a sistemas restritos de diversos estados.

Com base nos elementos apurados, nos meses de julho e setembro de 2024 foram deflagradas as primeiras fases da Operação Código Seguro, que consolidaram a coleta de dados e a apreensão de dispositivos, cujas análises revelaram a rede criminosa com atuação multifacetada em fraudes eletrônicas, invasão de sistemas governamentais, clonagem de veículos, lavagem de capitais e comércio ilegal de dados e produtos.

Clonagem de veículos

Alvo da primeira fase da operação, D.D. conhecido como “Ganso” ou “Dujob” e o investigado R.O.J.S. alvo da segunda fase foram identificados como os principais envolvidos no núcleo que coordenava o acesso indevido a sistemas de segurança com o fim de realizar as fraudes dos automóveis.

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As investigações apontaram que R.O.J.S. liderava o núcleo de clonagem de veículos, sendo o responsável por financiar operações e contratar programadores para desenvolver Interfaces de Programação de Aplicações, as APIs , um conjunto de regras, protocolos e ferramentas que permite a comunicação entre diferentes sistemas e aplicativos de forma padronizada, para acessar os sistemas públicos.

Foi ele quem contratou D.D., programador central da organização criminosa e um dos principais alvos da investigação, identificado como o responsável por criar o site e outras ferramentas digitais que integravam os dados obtidos ilegalmente em plataformas da internet.

Com credenciais (senhas) obtidas indevidamente de servidores públicos, o grupo acessava dados confidenciais de veículos, incluindo chassis, motores e placas, que eram usados para “esquentar” carros furtados ou roubados. O processo envolvia a adulteração dos sinais identificadores dos veículos, simulando uma situação de legalidade para facilitar sua revenda no mercado.

O grupo criminoso também utilizava dispositivos como Jammers, que bloqueiam sinais de rastreamento, e mantinha armas de fogo em posse de alguns membros.

Lavagem de dinheiro e uso de laranjas

Os lucros obtidos com as fraudes eram lavados por meio dos crimes de organização criminosa, lavagem de capitais, invasão de dispositivo informático qualificado majorado, furto qualificado pela fraude, adulteração de sinal identificador de veículo e receptação e conhecidos, além de empresas de fachada.

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Plataformas de apostas esportivas e corretoras de criptomoedas eram usadas para simular ganhos lícitos.

A lavagem de capitais era realizada por meio da pulverização de recursos em contas bancárias de terceiros, incluindo familiares como mães dos investigados, uma ex-namorada e até mesmo um vizinho dos alvos principais, que recebiam e movimentavam valores expressivos sem origem identificada.

A utilização de familiares e amigos como “laranjas” e a circularidade nas movimentações financeiras era a estratégia utilizada pelo grupo criminoso para lavagem de capitais, dificultando a recuperação dos ativos e, consequentemente, a reparação dos danos às vítimas.

Para o delegado da DRCI, Guilherme da Rocha, a operação Código Seguro demonstra a expertise da Polícia Civil de Mato Grosso no combate a crimes cibernéticos complexos. “As investigações identificaram suspeitos localizados em todas as regiões do Brasil, desarticulando a atuação da organização criminosa e protegendo os interesses dos cidadãos de Mato Grosso e de outros estados do país no mundo digital.”

Responsável pelo início das investigações, o delegado Gustavo Godoy Alevado, destacou que a deflagração da terceira fase da Operação Código Seguro é uma demonstração de que, ao contrário do que muitos pensam, a internet não é uma terra sem lei. “A Polícia Civil de Mato Grosso tem plenas condições de investigar crimes praticados no ambiente virtual, e irá sempre dar a resposta à altura”, disse o delegado.

Fonte: Governo MT – MT

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Seduc aplica 1º simulado do Pré-Enem Digit@l MT 2026 para cerca de 20 mil estudantes de MT

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A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) realiza, a partir deste sábado (23.5), o 1º Simulado do projeto Pré-Enem Digit@l MT 2026. A ação é importante para preparar os estudantes para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A iniciativa tem como objetivo fortalecer a aprendizagem, familiarizar os estudantes com o formato da prova e contribuir para um melhor desempenho dos participantes.

O simulado, que será realizado nas modalidades presencial e online, contempla estudantes de todo o Estado e reforça as estratégias pedagógicas voltadas à preparação para o ingresso no Ensino Superior.

Na modalidade presencial, 4.370 estudantes participarão das provas, com aplicação dividida em dois dias. Os simulados das áreas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Ciências Humanas e suas Tecnologias, Redação, Matemática e Ciências da Natureza acontecem entre os dias 23 e 30 de maio, nos dias em que os estudantes têm aulas do projeto.

Na modalidade online, cerca de 16 mil estudantes devem participar dos simulados entre os dias 25 de maio e 3 de junho. A prova de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Ciências Humanas e suas Tecnologias e Redação ficará disponível entre 25 de maio, às 6h, até 27 de maio, às 23h.

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Já o segundo dia de provas ficará disponível entre 1º de junho, às 6h, e 3 de junho, às 23h: as provas de Matemática e Ciências da Natureza.

Os simulados seguem o modelo oficial do Enem, permitindo que os estudantes pratiquem a gestão do tempo, desenvolvam estratégias de resolução de questões e tenham contato prévio com a dinâmica da avaliação.

Além de auxiliar os estudantes, a ação também contribui para o acompanhamento pedagógico das escolas e dos professores, permitindo identificar habilidades que precisam ser reforçadas ao longo do ano letivo.

Pré-Enem Digit@l MT

O Projeto Pré-Enem Digit@l MT é destinado a estudantes concluintes do Ensino Médio da Rede Estadual, bem como a turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA). A iniciativa também contempla alunos matriculados no 2º ano do Ensino Médio.

A preparação é oferecida nas modalidades presencial e on-line, garantindo maior alcance e flexibilidade aos participantes em todo o Estado. Entre as ações desenvolvidas estão aulas, simulados, revisões de conteúdo e acompanhamento pedagógico voltado ao fortalecimento da aprendizagem.

Durante o projeto, a Seduc disponibiliza material didático nas versões impressa e digital, com conteúdos específicos das quatro áreas do conhecimento do Ensino Médio, além de Redação.

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Fonte: Governo MT – MT

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