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“O gasoduto é de suma importância para o desenvolvimento industrial de MT”, afirma empresário

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O empresário e representante da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (FIEMT), Marinaldo Ferreira dos Santos, afirmou que o novo sistema de distribuição de gás natural é de suma importância para o desenvolvimento industrial do Estado. A rede foi inaugurada nesta sexta-feira (25.7) pelo Governo de Mato Grosso, no Distrito Industrial de Cuiabá.

Marinaldo é sócio-proprietário da Trael Transformadores Elétricos e da CentroAço, empresas que, de acordo com ele, têm interesse em firmar parceria com o novo sistema de distribuição.

“Agora é possível reduzir os custos de produção e melhorar a produtividade. Nós já usamos gás na nossa produção há mais de cinco anos. Então, além de ele ser um gás mais barato, proporcionando um custo menor de produção, agora canalizado e em abundância, vai ser muito melhor”, afirmou.

A nova rede de distribuição de gás natural instalada no Distrito Industrial de Cuiabá promete impulsionar a competitividade das indústrias locais e atrair novos empreendimentos para Mato Grosso. Com 39 quilômetros de extensão e capacidade para fornecer até 186 mil metros cúbicos de gás por dia, atendendo 260 empresas, o sistema representa um avanço na infraestrutura energética do estado.

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Carlos Leite, consultor técnico da empresa GRECA Asfaltos, que já tem contrato com o novo sistema de distribuição, considera a chegada do gás natural essencial para o momento atual da indústria.

“Veio na hora certa, porque nós vamos poder ter uma redução de custo no nosso processo de industrialização. Então é bem-vinda essa ideia do Governo de trazer o gás para as indústrias aqui do setor industrial, para que todos os empresários da região possam realmente aproveitar essa tecnologia nova, que já é usada em outros lugares”, disse.

A expectativa é de que o fornecimento contínuo e canalizado de gás natural contribua para a redução de custos na produção industrial, aumento da competitividade e atração de novos empreendimentos para o estado.

Para Carlos Coelho Garcia, presidente do Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso (Sindenergia-MT), a nova rede marca um avanço importante na infraestrutura energética do estado.

“O gasoduto marca o início do Estado de Mato Grosso rumo ao seu desenvolvimento energético, ao uso de fontes limpas de energia e mais eficientes. O gás é uma solução energética para o Estado, que pode ser ampliada, inclusive, para um uso maior fora do eixo de Cuiabá e Várzea Grande, porque realmente ele proporciona uma alternativa energética mais eficiente para muitos processos produtivos”, concluiu.

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Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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