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Mulheres superam violência doméstica e reconstroem futuro com SER Família Mulher

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As mulheres Jenifer Surita e L.S.A., de 39 e 33 anos, têm uma história em comum – ambas são mães, foram vítimas de violência doméstica e encontraram, por meio do programa SER Família Mulher, uma oportunidade para reconstruir suas vidas e buscar um futuro melhor.

O programa, idealizado pela primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, tem proporcionado a mulheres em situação de violência doméstica acesso a uma nova fase em suas vidas, com apoio psicológico, financeiro e cursos de capacitação.

Jenifer e L.S.A. são apenas duas das 25 mulheres que estão participando de uma iniciativa que busca transformar realidades por meio da educação e de oportunidades no mercado de trabalho, como ocorre com as parcerias com a Nexa, Sankhya, Universidade de Várzea Grande (Univag), além do SER Família Capacita.

Lançado em agosto de 2023, o programa SER Família Mulher atualmente atende 551 mulheres com medida protetiva por meio do auxílio-moradia no valor de R$ 600, além de outros benefícios.

Para a primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, o programa avança para proteger as vítimas de violência doméstica. “Quanto mais mulheres denunciarem, mais conquistas teremos. Uma vida é preciosa, e o Estado está pronto para atender e amparar as vítimas de violência doméstica”, ressaltou.

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Caminho de superação e recomeço

Mãe de sete filhos, Jenifer Surita passou sete anos sofrendo violência psicológica por parte do ex-marido. Foi por meio da TV que ela descobriu que o que estava acontecendo em sua vida era, de fato, violência doméstica. “Até então, eu não tinha conhecimento disso. A partir dessa descoberta, comecei a buscar mais informações e cheguei à conclusão de que precisava denunciar”, relatou.

Ela procurou a delegacia e, após registrar a ocorrência, foi orientada sobre o programa SER Família Mulher, que a encaminhou para a equipe de assistentes sociais da Secretaria de Estado de Assistência Social (Setasc). Com a ajuda do programa, Jenifer conseguiu obter uma medida protetiva, tirar o agressor de casa e, desde então, começou a reconstruir sua vida.

Hoje, Jenifer está matriculada no curso de programação “Talento da Nuvem”, uma parceria entre as empresas Nexa, Sankhya e Amazon, além de cursar Marketing a distância pela Universidade de Várzea Grande (Univag), por meio de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).

Jenifer Surita (à direita) e representante da empresa parceira Sanknya, Agdellayne Cezario

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Já L.S.A. também vivenciou a dor da violência doméstica. Mãe de dois filhos, ela sofreu tanto violência física quanto psicológica. Foi por meio de uma vizinha, que já havia passado por situações semelhantes, que ela tomou a decisão de denunciar o agressor.

“No começo, eu tinha muito medo de procurar ajuda, mas ela me garantiu que não era para eu ter medo. Ela sabia como as coisas funcionavam e me incentivou a ir à delegacia”, relatou L.S.A.

Com o apoio do Programa SER Família Mulher, ela conseguiu a medida protetiva e afastou o agressor de sua casa. Apesar das ameaças que continuaram após a retirada do agressor, L.S.A. não se deixou abater. Ela também ingressou no curso de programação “Talento da Nuvem”. “Agora estou determinada a ter um futuro melhor. Quero ter meu próprio negócio”, afirmou.

“Ainda temos muitos desafios a serem enfrentados, mas o programa SER Família Mulher avança e, no mês da mulher, celebramos os resultados. Vamos continuar lutando por leis mais duras e por uma nova história para mulheres que precisam de apoio”, completou Virginia Mendes .

Fonte: Governo MT – MT

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Conselheiros do TCE-MT publicam nota de solidariedade a Waldir Júlio Teis após exoneração da Escola Superior de Contas

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Os conselheiros Antonio Joaquim, Guilherme Maluf e Alisson Carvalho, do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), divulgaram nota pública de solidariedade ao conselheiro Waldir Júlio Teis, exonerado na segunda-feira (21) da função de Supervisor da Escola Superior de Contas do órgão. A decisão foi tomada pelo presidente da Corte, conselheiro Sérgio Ricardo.

No documento, os signatários afirmam que a medida causa “grave preocupação institucional” pelas circunstâncias em que foi adotada e pela mensagem que projeta sobre a independência funcional dos membros do Tribunal. Eles defendem que, em uma Corte de natureza colegiada, a divergência de entendimentos é legítima, necessária e inerente ao exercício da função de conselheiro.

Segundo a nota, nenhum membro pode se sentir constrangido, limitado ou sujeito a consequências administrativas em razão de posições regularmente manifestadas no desempenho de suas atribuições. Os conselheiros ressaltam ainda que as prerrogativas da Presidência devem ser exercidas com absoluto respeito à autonomia dos conselheiros, à colegialidade e à pluralidade de entendimentos.

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Os autores do manifesto consideram que medidas administrativas que, por suas circunstâncias, possam ser percebidas como resposta a manifestações funcionais são incompatíveis com o ambiente de independência e equilíbrio que deve reger a Corte. Por essa razão, manifestam firme discordância com a decisão e defendem sua reconsideração, em respeito à independência dos membros do Tribunal, à harmonia institucional e à autoridade do colegiado.

Segue integra da nota:

NOTA DE SOLIDARIEDADE AO CONSELHEIRO WALDIR JÚLIO TEIS

Os conselheiros abaixo assinados vêm a público manifestar sua solidariedade ao Conselheiro Waldir Júlio Teis, diante de sua exoneração da função de Supervisor da Escola Superior de Contas do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, por ato da Presidência do TCE-MT.

A medida causa grave preocupação institucional pelas circunstâncias em que foi adotada e pela mensagem que projeta sobre a independência funcional dos membros desta Corte.

Em um Tribunal de natureza colegiada, a divergência de entendimentos é legítima, necessária e inerente ao exercício da função de conselheiro. Nenhum membro pode se sentir constrangido, limitado ou sujeito a consequências administrativas em razão de posições regularmente manifestadas no desempenho de suas atribuições.

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As prerrogativas da Presidência devem ser exercidas com absoluto respeito à autonomia dos conselheiros, à colegialidade e à pluralidade de entendimentos. Medidas administrativas que, por suas circunstâncias, possam ser percebidas como resposta a manifestações funcionais são incompatíveis com o ambiente de independência e equilíbrio que deve reger esta Corte.

Por essa razão, manifestamos nossa firme discordância com a decisão adotada e defendemos sua reconsideração, em respeito à independência dos membros do Tribunal, à harmonia institucional e à autoridade do colegiado.

Cuiabá-MT, 22 de setembro de 2026.

Antonio Joaquim
Conselheiro – TCE/MT

Guilherme Maluf
Conselheiro – TCE/MT

Alisson Alencar
Conselheiro – TCE/MT

Fonte: TCE

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