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MT e MS terão pontos estratégicos de atuação no combate a incêndios no Pantanal

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Uma base operacional será construída no quilômetro 100 da Transpantaneira, no município de Poconé (a 124 km de Cuiabá) e outra em Corumbá (MS) para o enfrentamento dos incêndios florestais no Pantanal. A instalação das estruturas foi definida nesta terça-feira (25.06), durante reunião de trabalho que debateu as ações e planejamento integrado.
O encontro contou com representantes dos Governos de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Governo Federal, que avançaram na identificação de prioridades, análise da situação e articulação das ações de campo.

Na abertura da agenda, o governador Mauro Mendes destacou que a seca no Pantanal é uma situação real e de responsabilidade de todos.

“Precisamos dar respostas e olhar o problema e reconhecer que algo de diferente precisa ser feito. O Pantanal não é mais o mesmo de 20, 30 anos atrás. Há muitos anos que o bioma não vive uma grande cheia e as perspectivas não são das melhores”, afirmou.

O governador ressaltou ainda que não dá para olhar o bioma de forma lúdica e histórica.

“O Governo sempre será parceiro no trabalho correto e busca competências e responsabilidades. O problema é atual e está diante de nós. Por isso, estamos todos aqui para achar uma solução de um problema que será recorrente ao longo dos anos”, pontuou.

A secretária de Meio Ambiente de Mato Grosso, Mauren Lazzaretti, explicou que essa base será um ponto focal de onde todas as entidades envolvidas estarão atuando de forma integrada e cooperada.

“Com essa integração de esforços, nós vamos dar a melhor resposta para mitigar os efeitos dos incêndios florestais que já estão acontecendo aqui em Mato Grosso”, declarou.

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A secretária destacou que um incêndio de proporções significativas está ocorrendo na região de Cáceres e sendo combatido, assim como em Mato Grosso do Sul, na região de Corumbá.

“Acreditamos que a melhor estratégia é somar os esforços, integrando as ações federais e estaduais para que esse enfrentamento possa ampliar ao máximo os efeitos que estão previstos”.

Ela apontou ainda o investimento do Governo do Estado de mais de R$ 74,5 milhões, que tem se mostrado eficiente.

“Melhoramos as ações de resposta e responsabilização, mas o desafio continua e tendo em vista que neste ano as previsões apontam para cenários críticos. Mato Grosso vem executando o Plano de Ação de Combate ao Desmatamento Ilegal e Incêndios Florestais ao longo de 2024. O recurso está sendo aplicado na gestão compartilhada, monitoramento com satélites, responsabilização, fiscalização, prevenção e combate e proteção da fauna”.

O secretário extraordinário de Controle de Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial no Ministério do Meio Ambiente, André Lima, afirmou que até o dia 20 de julho será consolidado um plano.

“Estamos trabalhando em conjunto e definindo os detalhes da estratégia. A situação do Pantanal é bastante inédita. Apesar da situação dramática de 2020, o que a gente vivencia hoje é um cenário de uma seca maior dos últimos 70 anos. Todos os dados climáticos, hidrológicos, pluviométricos, mostram que nós estamos em uma situação muito diferente dos anos mais críticos da história do bioma”, disse.

De acordo com André, a novidade é criar mecanismos, mesas, salas de situação integradas efetivamente. Nessa estratégia de cooperação, a coordenação será pela sala federal de situação que é coordenada pelo ministro da Casa Civil.

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“Essa cadeia de comando envolverá níveis diferentes de intervenção, o federal, estadual e os municipais que já estão decretando situação de emergência para poder utilizar de maneira mais rápida os recursos da Defesa Civil”, afirmou.

Ele lembrou que a articulação vem acontecendo de forma gradativa com a realização de duas reuniões anteriormente, ocorridas em Brasília e Campo Grande (MS).

Estrutura

Nessa estratégia serão empregadas aeronaves, em parceria com o Ministério da Defesa, entre elas uma de grande porte de combate a incêndio, que permite o transporte e a utilização de mais de 10 mil litros de água por sobrevoo, além de aeronaves que podem transportar cerca de 15 brigadistas, o que acelera o transporte para as linhas de frente.

Terá ainda estrutura de acampamento para manter esses brigadistas durante semanas e até mês.

A operação de guerra envolve as Forças Armadas: Aeronáutica, Marinha e Exército, no sentido de montar acampamento, sistema de comunicação, sistema de transporte, mais aeronave no combate aos incêndios.

Ao final ficou definido a realização de reuniões diárias com a oportunidade de compartilhar a evolução das ocorrências e a forma de empregar as estruturas que serão fornecidas.

Participaram também da reunião representantes da Secretaria de Infraestrutura (Sinfra), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Ibama, ICMBIO, Corpo de Bombeiro de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Exército e Marinha.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Corpo de Bombeiros combate quatro incêndios florestais nesta terça-feira (13)

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, nesta terça-feira (13.10), quatro incêndios florestais registrados nos municípios de Água Boa, Nova Xavantina, Nossa Senhora do Livramento e Juruena.

Em todas as ocorrências, os bombeiros atuam de forma estratégica para conter o avanço das chamas, extinguir os incêndios, monitorar as áreas atingidas e proteger vidas, propriedades rurais e o meio ambiente.

As operações contam, conforme a necessidade de cada ocorrência, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. A atuação integrada das forças amplia a capacidade de resposta e fortalece o combate aos incêndios florestais em Mato Grosso.

Focos de calor

Em Mato Grosso, foram registrados 59 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Desse total, 39 focos foram registrados na Amazônia, 18 focos no Cerrado, e dois focos no Pantanal.

Em Terras Indígenas, foram identificados seis focos de calor, sendo quatro focos na Terra Indigena Parque do Xingu, em Querência, e dois focos na Terra Indigena Parabubure, em Campinápolis.

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É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo. Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.

Fiscalização – Operação Infravermelho

O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.

Incêndios extintos

Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Araguaiana, Aripuanã, Barra do Garças, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Juara, Lambari D’Oeste, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Nova Nazaré, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Poxoréu, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, União do Sul e Vila Rica.

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Proibição do uso do fogo

O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.

O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).

Fonte: Governo MT – MT

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