Mato Grosso sedia nesta quarta-feira e quinta-feira (12 e 13.07) a reunião Ordinária do Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (FNCBH), que reúne representantes de comitês dos estados para trocar experiências sobre a gestão hídrica. O evento ocorre no auditório da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (FIEMT).
A Secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, ressaltou a importância de receber o evento e colaborar com o aprimoramento dos mecanismos de uso racional da água, para continuarmos compatibilizando a produção sustentável e a preservação dos recursos naturais.
“Nos últimos quatro anos focamos em revisitar as nossas políticas públicas, inclusive a política estadual de recursos hídricos, buscando melhorar, inovar, trazer mecanismos mais modernos para permitir que o órgão ambiental tenha uma performance mais eficiente. E a eficiência não é apenas a agilidade com que a Sema analisa ou atende os requerimentos dos usuários, mas efetivamente levar os melhores resultados à população que utiliza a água”, destacou, durante a abertura do evento.
O coordenador geral do Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas, Luiz Carlos Souza, veio de Sergipe para o evento, e relatou que a ideia de trazer o fórum para Mato Grosso foi para conhecer sobre a gestão das águas feita pelo Estado.
“Sabemos que a Sema tem um modelo de gestão bem interessante que se diferencia de outros estados do país, e a ideia foi justamente trazer o colegiado para que a gente possa aprender um pouco sobre esse modelo e disseminar em outros estados”, afirmou Souza.
O superintendente de Recursos Hídricos da Sema-MT, Luiz Noquelli, explicou que os comitês são responsáveis por reunir representantes da população local para fomentar a participação da sociedade na gestão da água, e que isso contribui para compartilhar as decisões que impactam diretamente a vida das pessoas.
“Mato Grosso segue o definido pela legislação de recursos hídricos, atuando diretamente na gestão, com a uma de suas incumbências, como a de emitir as outorgas e autorizações de uso da água, e fomenta a instituição e funcionamento dos Comitês de Bacias Hidrográficas. Buscamos desta forma, com a participação social e os usuários de água, trabalhar de forma integrada, descentralizada e participativa”, disse.
O Estado conta com 11 Comitês de Bacias Hidrográficas instituídos, o Sistema Estadual de Recursos Hídricos, e, neste ano, implementou o Sistema Integrado de Gestão Ambiental e Recursos Hídricos (SIGA Hídrico), que tornou digital o processo de outorga do uso da água.
O Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (FNCBH) é a instância colegiada formada pelo conjunto dos Comitês de Bacia legalmente instituídos no âmbito do Sistema Nacional e dos Sistemas Estaduais de Recursos Hídricos.
O desafio em comum dos 247 Comitês do Brasil é viabilizar a sustentabilidade do uso dos recursos hídricos e a garantia dessa água para o presente e o futuro, com quantidade e qualidade.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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