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Mato Grosso registra recorde de abates de bovinos e exportações em abril de 2024

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Mato Grosso atingiu recorde histórico no volume de abates de bovinos em abril de 2024, conforme dados do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT). Foram abatidas 619,68 mil cabeças de gado, representando maior quantidade já registrada no Estado e 37,8% a mais que em abril de 2023.

Do total de animais abatidos, 55,49% eram fêmeas, totalizando 343,83 mil cabeças, o que também é um recorde para esse grupo.

Esse aumento significativo no abate de fêmeas reflete um cenário favorável no mercado e contribuiu para que o acumulado de abates de janeiro a abril de 2024 alcançasse 2,39 milhões de cabeças, com uma participação de 54,21% de fêmeas. Esse total é 32,62% superior ao mesmo período de 2023 e 49,17% acima da média histórica de 1,60 milhão de bovinos.

No campo das exportações, segundo números divulgados pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), Mato Grosso também alcançou um recorde em abril de 2024, exportando 74,99 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC), de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Esse volume é 32,97% superior ao registrado em março de 2024, marcando o maior volume já observado na história.

A China manteve sua posição como principal importador, adquirindo 29,79 mil TEC, um aumento de 32,97% em relação ao mês anterior. Outros destaques incluem os Emirados Árabes, com 13,72 mil TEC, e as Filipinas, que aumentaram suas importações em 55,11%, totalizando 4,13 mil TEC.

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Os países asiáticos, em geral, têm mostrado uma forte demanda pela carne bovina mato-grossense, e a União Europeia também se destacou, com importações de 4,17 mil TEC em abril de 2024. A expectativa é que, se o padrão de aumento no volume de proteína embarcada se mantiver no segundo semestre, especialmente para a China, as exportações de Mato Grosso continuarão elevadas.

Além disso, ajustes na lotação das pastagens, esperados para ocorrer em maio, podem resultar em um aumento sazonal da disponibilidade de animais nas indústrias, potencialmente mantendo os abates em altos patamares.

Este cenário favorável posiciona Mato Grosso como um líder no setor agropecuário nacional, impulsionando tanto a economia estadual quanto as exportações brasileiras.
Governo de Mato Grosso tem ampliado relações comerciais com países asiáticos, especialmente com a China

Parceria com a China

Neste ano, seis frigoríficos de Mato Grosso foram habilitados pelo Governo da China para exportar carne bovina para o país asiático. Com as novas habilitações, já são 14 frigoríficos no Estado com autorização para a transação comercial para aquele país. Este é um dos motivos para a elevação das vendas da carne mato-grossense.

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Contudo, o aumento das exportações também é um dos reflexos das inúmeras missões que o Governo de Mato Grosso tem realizado aos países asiáticos. Uma delas foi em novembro de 2023 liderada pelo governador Mauro Mendes, com a presença de empresários do setor de frigoríficos que estreitou laços com os compradores chineses.

“O compromisso do Governo do Estado e do Instituto Mato-grossense da Carne é fundamental e contínuo para a promoção da carne mato-grossense, reconhecida pela sua excelência tanto nacional quanto internacionalmente, mas também estabelece parcerias sólidas entre o setor público e privado. Com o maior rebanho bovino do país e a qualidade incomparável de nossa carne, Mato Grosso tem sido bem-sucedido na conquista de novos mercados e na expansão das exportações para países como a China, um dos principais destinos dos produtos agrícolas provenientes de nosso Estado”, destacou o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda.

Atualmente, Mato Grosso tem 54 plantas frigoríficas no Estado, entre carne bovina, suína e aves. Deste total, 32 exportam proteína animal para 83 países.

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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