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Madrinha da política antirracista, primeira-dama acompanha lançamento de material pedagógico para escolas de MT

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A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, acompanhou, na quarta-feira (14.5), o lançamento do material pedagógico “Minha África Brasileira e Povos Indígenas”. O evento foi realizado pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

A primeira-dama destacou a importância dessa iniciativa para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa.

“Este material pedagógico representa um passo fundamental na construção de uma educação mais justa e inclusiva em nosso Estado. Ao valorizar a rica cultura afro-brasileira, africana e indígena, estamos ensinando respeito à diversidade e combatendo o racismo desde a formação dos nossos alunos. É um investimento no futuro e na construção de uma sociedade mais igualitária”, ressaltou Virginia Mendes.

“Infelizmente, o uso de termos ou expressões racistas é ainda muito comum em nossa sociedade. O objetivo deste trabalho é, principalmente, lutar contra essa prática que fortalece o racismo. Estamos fortalecendo esta ação no estado inteiro, para que as pessoas parem com o racismo, principalmente aquelas que têm conhecimento e cargos efetivos na sociedade”, completou ela.

O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, complementou a fala da primeira-dama, enfatizando o compromisso da Seduc com a educação antirracista.

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“A Seduc está firmemente comprometida em oferecer uma educação de qualidade para todos, livre de preconceitos e discriminação. Este material pedagógico é uma ferramenta essencial para que nossos professores possam desenvolver um trabalho mais rico e inclusivo, contribuindo para a formação de cidadãos conscientes e comprometidos com a justiça social”, disse Alan Porto.

Foto: Jana Pessôa

A iniciativa, da qual a primeira-dama é madrinha, visa promover uma educação inclusiva e antirracista em Mato Grosso, valorizando a cultura afro-brasileira, africana e indígena. O material “Minha África Brasileira e Povos Indígenas” representa um investimento na formação de cidadãos conscientes e responsáveis.

Francisca Navantino Pinto de Ângelo (Chiquinha Paresi), vice-presidente do Conselho Estadual de Educação Escolar Indígena e importante liderança indígena do povo Paresi, ressaltou a importância do material.

“Este material é fundamental para que nossas crianças e jovens indígenas se vejam representados na educação, aprendendo a valorizar sua própria cultura e a cultura dos povos africanos. É um passo significativo rumo a uma educação mais justa e inclusiva”, afirmou Chiquinha.

Foto: Jana Pessôa

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o deputado Max Russi, também se manifestou sobre a iniciativa.

“Parabenizo a primeira-dama Virginia Mendes e a Secretaria de Educação por esta iniciativa tão importante. Este material pedagógico representa um avanço significativo na construção de uma sociedade mais justa e equitativa, combatendo o racismo e promovendo a inclusão. A Assembleia Legislativa de Mato Grosso apoia e incentiva ações como essa.”, declarou.

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Foto: Jana Pessôa

Natanael dos Santos, renomado pesquisador da historiografia africana, fundador e coordenador de pesquisas do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiro da Unicamp e coordenador do Núcleo de Estudo e Pesquisa da Faculdade Zumbi dos Palmares-SP, comentou sobre o lançamento do livro para a rede estadual de Mato Grosso.

“É uma honra participar deste lançamento, que representa um avanço significativo na educação mato-grossense. Este material contribuirá de forma relevante para a construção de uma educação mais inclusiva e antirracista, oferecendo aos estudantes um olhar mais amplo e profundo sobre a história e cultura afro-brasileira e indígena”, afirmou Natanael dos Santos.

Foto: Jana Pessôa

Participaram do lançamento do material pedagógico a reitora da Unemat, Vera Maquêa; a secretária adjunta de Gestão Educacional, Jessyca Kelly Castro Campos; a superintendente de Equidade e Inclusão, Paula Souza da Cunha; e a coordenadora de Educação Étnico-Racial e Ambiental, Ruthneia Cavalcante Pereira de Moraes.

Fonte: Governo MT – MT

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Conselheiros do TCE-MT publicam nota de solidariedade a Waldir Júlio Teis após exoneração da Escola Superior de Contas

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Os conselheiros Antonio Joaquim, Guilherme Maluf e Alisson Carvalho, do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), divulgaram nota pública de solidariedade ao conselheiro Waldir Júlio Teis, exonerado na segunda-feira (21) da função de Supervisor da Escola Superior de Contas do órgão. A decisão foi tomada pelo presidente da Corte, conselheiro Sérgio Ricardo.

No documento, os signatários afirmam que a medida causa “grave preocupação institucional” pelas circunstâncias em que foi adotada e pela mensagem que projeta sobre a independência funcional dos membros do Tribunal. Eles defendem que, em uma Corte de natureza colegiada, a divergência de entendimentos é legítima, necessária e inerente ao exercício da função de conselheiro.

Segundo a nota, nenhum membro pode se sentir constrangido, limitado ou sujeito a consequências administrativas em razão de posições regularmente manifestadas no desempenho de suas atribuições. Os conselheiros ressaltam ainda que as prerrogativas da Presidência devem ser exercidas com absoluto respeito à autonomia dos conselheiros, à colegialidade e à pluralidade de entendimentos.

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Os autores do manifesto consideram que medidas administrativas que, por suas circunstâncias, possam ser percebidas como resposta a manifestações funcionais são incompatíveis com o ambiente de independência e equilíbrio que deve reger a Corte. Por essa razão, manifestam firme discordância com a decisão e defendem sua reconsideração, em respeito à independência dos membros do Tribunal, à harmonia institucional e à autoridade do colegiado.

Segue integra da nota:

NOTA DE SOLIDARIEDADE AO CONSELHEIRO WALDIR JÚLIO TEIS

Os conselheiros abaixo assinados vêm a público manifestar sua solidariedade ao Conselheiro Waldir Júlio Teis, diante de sua exoneração da função de Supervisor da Escola Superior de Contas do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, por ato da Presidência do TCE-MT.

A medida causa grave preocupação institucional pelas circunstâncias em que foi adotada e pela mensagem que projeta sobre a independência funcional dos membros desta Corte.

Em um Tribunal de natureza colegiada, a divergência de entendimentos é legítima, necessária e inerente ao exercício da função de conselheiro. Nenhum membro pode se sentir constrangido, limitado ou sujeito a consequências administrativas em razão de posições regularmente manifestadas no desempenho de suas atribuições.

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As prerrogativas da Presidência devem ser exercidas com absoluto respeito à autonomia dos conselheiros, à colegialidade e à pluralidade de entendimentos. Medidas administrativas que, por suas circunstâncias, possam ser percebidas como resposta a manifestações funcionais são incompatíveis com o ambiente de independência e equilíbrio que deve reger esta Corte.

Por essa razão, manifestamos nossa firme discordância com a decisão adotada e defendemos sua reconsideração, em respeito à independência dos membros do Tribunal, à harmonia institucional e à autoridade do colegiado.

Cuiabá-MT, 22 de setembro de 2026.

Antonio Joaquim
Conselheiro – TCE/MT

Guilherme Maluf
Conselheiro – TCE/MT

Alisson Alencar
Conselheiro – TCE/MT

Fonte: TCE

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