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Jaguatiricas chegam no Tocantins para projeto de conservação da espécie; veja vídeo

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As jaguatiricas adultas, enviadas pela Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) ao Estado do Tocantins (a 1.726,58 km de MT), chegaram ao novo lar, a reserva conservacionista Piracema, na quarta-feira (20.03). Os animais farão parte de um projeto de variabilidade genética para a conservação da espécie. 

O empreendimento está localizado na cidade de Almas, no sudoeste do Estado, e atua na preservação de espécies ameaçadas e animais resgatados. A medida é uma das ações realizadas pelo órgão ambiental de Mato Grosso em defesa dos animais silvestres. 

“Temos um casal dessa espécie, mas a gente não tinha uma variabilidade genética diferente para esses animais. Agora, com essa oportunidade da Sema, trouxemos os animais de Mato Grosso, montamos os casais e eles farão parte de um projeto de reprodução para que possamos devolver a jaguatirica à natureza, também um animal considerado ameaçado de extinção”, disse a bióloga e responsável técnica da reserva conservacionista Piracema, Márcia Albuquerque Costa.

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“Estamos lisonjeados em fazer parte dessa parceria firmada com a Sema em Mato Grosso. Estamos muito felizes”, ressaltou. 

As jaguatiricasm o macho proveniente do médio-norte de Mato Grosso e a fêmea do Pantanal, estão sob os cuidados da Sema-MT há quase dois anos. Chegaram ainda filhotes. Apesar de apresentarem habilidades de conseguir pegar presas vivas, se tornariam vulneráveis na natureza, o que impossibilitou o retorno ao ambiente natural, explicou a médica veterinária Danny Moraes, da Coordenadoria de Fauna e Recursos Pesqueiros da Sema-MT.

No Tocantins, elas serão integradas ao sistema de conservação ex situ, ou seja, fora do seu habitat natural. O mecanismo é importante para a conservação da biodiversidade faunística e deve garantir a variabilidade genética na reprodução da espécie, através do seu revigoramento.

Conforme Danny, o acasalamento entre animais que tenham graus próximos de parentesco pode gerar um empobrecimento genético e fazer com que eles apresentem problemas de saúde.  

“Manter a genética de cativeiro viável tem se mostrado um crucial mecanismo de conservação em várias partes do mundo. Programas de conservação como este podem, futuramente, dispor de indivíduos para soltura em ambientes naturais”, completou.

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O transporte terrestre das jaguatiricas foi acompanhado por Danny e demais especialistas da Sema-MT. Elas permanecerão no recinto Piracema por tempo indeterminado e a Secretaria continuará monitorando todo o processo de adaptação e reprodução dos animais. 

Veja aqui o vídeo da viagem das jaguatiricas.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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