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Ipem realiza fiscalização e apreende pneus irregulares durante Operação Férias Seguras

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A Operação Especial Férias Seguras foi realizada entre os dias 07 e 11 de julho pelo Instituto de Pesos e Medidas de Mato Grosso (Ipem), órgão delegado do Inmetro e vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec). A ação teve como objetivo monitorar a conformidade de produtos e serviços com alta demanda durante o período de férias, especialmente aqueles relacionados à segurança no trânsito e ao consumo doméstico.

Durante a operação, 25 estabelecimentos comerciais foram fiscalizados, resultando na verificação de mais de mil produtos, entre eles pneus novos para motocicletas, capacetes, dispositivos de retenção como cadeirinhas infantis, colchões de espuma, colchonetes e colchões de mola.

Além dos comércios, oito empresas prestadoras de serviços também passaram por vistorias, incluindo oficinas que trabalham com instalação de GNV (gás natural veicular), requalificação de cilindros e reforma de pneus.

Foram apreendidos 29 pneus reformados para motocicletas e motonetas, o que é proibido pela Resolução nº 158/2004 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A norma visa garantir a segurança dos condutores e proíbe o uso de pneus reformados, remoldados ou recapados em ciclomotores, motocicletas e triciclos.

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Segundo o diretor de Avaliação da Conformidade do Ipem, Bento Bezerra, a medida é fundamental para garantir a segurança dos motociclistas.

“Levando em consideração que as motocicletas não têm a mesma estabilidade que um veículo de quatro rodas, qualquer deslize pode provocar um acidente”, explicou.

Nas empresas que prestam serviços, como as instaladoras de GNV e reformadoras de pneus, a fiscalização verificou a presença de operador responsável no local, a conservação e calibração dos instrumentos de trabalho e se os componentes utilizados apresentavam o selo de Avaliação da Conformidade do Inmetro.

A Operação Férias Seguras integra o calendário nacional do Inmetro e é realizada anualmente pelos órgãos delegados nos estados. Bento ressalta sua importância para quem opta por viajar nas férias.

“É necessário ter a certeza que os componentes usados nos veículos têm a qualidade e a confiança exigida para não oferecer riscos para os condutores e usuários das vias públicas”, finalizou.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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