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Hospital Regional de Sinop recebe reconhecimento nacional em prática de segurança do paciente

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O Hospital Regional de Sinop, administrado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), está entre os quatro hospitais com Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto que obtiveram melhor classificação nas práticas de segurança do paciente em Mato Grosso.

O ranking está disponível no relatório da Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente de 2025, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Conforme a avaliação da Anvisa, o alto nível considerado para o Hospital Regional de Sinop representa um percentual de 67% a 100% de conformidade às práticas de segurança do paciente, com base em 21 indicadores avaliados.

“Este reconhecimento nacional da Anvisa é resultado das ações da Secretaria de Estado de Saúde, que aprimora o cuidado prestado à população e reforça a cultura de segurança do paciente para realizar um atendimento de excelência”, avaliou o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo.

A avaliação é realizada anualmente, com inscrição voluntária das unidades de saúde, por meio do preenchimento de formulário eletrônico da Anvisa, sob coordenação das vigilâncias sanitárias estaduais.

“O Hospital Regional de Sinop concorreu na categoria hospital que tem UTI adulto, mas a avaliação da Anvisa é sobre o hospital como um todo. Então, além da UTI, a agência analisa a clínica médica, clínica cirúrgica, centro cirúrgico, clínica ortopédica e box de emergência. Por isso, o resultado é ainda mais significativo”, acrescentou a secretária adjunta de Atenção e Vigilância à Saúde da SES, Alessandra Moraes.

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Conforme o diretor do Hospital Regional de Sinop, Jean Carlos Alencar, a classificação de alta conformidade foi obtida pela primeira vez e se deve à atuação das equipes do hospital.

“Em especial, ao trabalho realizado pelo Núcleo de Segurança do Paciente e pelo Núcleo de Educação Permanente do hospital e, claro, pelo envolvimento e comprometimento de toda a equipe que atua na nossa UTI adulto para garantir um ambiente assistencial seguro e de acordo com os protocolos nacionais”, explicou o diretor.

O hospital promove capacitações não só para os funcionários da UTI, mas para toda a unidade. Em 2025, foram ofertadas 153 capacitações para a equipe técnica da unidade.

“O reconhecimento conquistado pelo Hospital Regional de Sinop na segurança do paciente representa um avanço para todos os hospitais estaduais. Ao reduzir eventos adversos e qualificar a assistência, a unidade se torna referência em eficiência e boas práticas. Essa conquista fortalece a padronização do cuidado e impulsiona a evolução das demais unidades”, concluiu a secretária adjunta de Gestão Hospitalar da SES, Mara Penha.

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Conheça o trabalho das comissões e núcleos do hospital

O Hospital Regional de Sinop conta com a equipe da Comissão de Feridas, que atua na avaliação, prevenção e tratamento de lesões por pressão, além de outros tipos de feridas, promovendo práticas seguras e eficazes para a recuperação dos pacientes.

O Núcleo de Educação Permanente em Saúde (NEPS) desempenha um papel fundamental na capacitação contínua dos profissionais, com a realização de treinamentos alinhados aos protocolos institucionais e às melhores práticas assistenciais.

O Núcleo de Segurança do Paciente é responsável por instituir e monitorar os protocolos de segurança, além de realizar a notificação de eventos por meio do sistema Notivisa, o que contribui para a vigilância e prevenção de riscos.

Por sua vez, a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) implanta e monitora protocolos voltados à prevenção e controle de infecções, além de alimentar sistemas de monitoramento como o LimeSurvey, para fortalecer a gestão e a análise de dados no hospital.

Já a Comissão de Óbitos, responsável pela análise das mortes na unidade, especialmente nos casos em que há suspeita de eventos adversos relacionados à assistência, contribuindo para a identificação de melhorias nos processos de cuidado.

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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