Responsável por implantar a cirurgia robótica no Sistema Único de Saúde (SUS) do estado, o Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso fechou o mês de maio com outro importante marco para a saúde pública mato-grossense. Desde o dia 30, o robô começou a ser usado também em cirurgias ginecológicas, ampliando o acesso à tecnologia.
De 30 de maio a 1º de junho, o hospital do Governo de Mato Grosso fez um mutirão de procedimentos robóticos ginecológicos, supervisionado pelo Programa de Cirurgia Robótica do Einstein Hospital Israelita – organização filantrópica que administra a unidade em Cuiabá.
Quatro pacientes fizeram os procedimentos em 30 de maio e outras quatro no dia 31. Em 1º de junho, foram três pacientes. “Foi tudo ótimo, fomos muito bem atendidos. Minha esposa já está em casa, sem nenhuma intercorrência. Agora, é só fazer o repouso”, comemorou o marido de uma das pacientes operadas no domingo, D. M. Sua esposa fez uma cirurgia de retirada do útero e das trompas. “Já está com o retorno marcado”, acrescentou.
O coordenador do centro cirúrgico do Hospital Central, Iuri Tamasauskas, explicou que a cirurgia robótica traz vantagens para o paciente. “Usando o robô, o cirurgião tem um acesso mais preciso à pelve. Com isso, a ação é delimitada, favorecendo a recuperação, que se torna mais rápida e com menos dor”, observou.
Em abril, a unidade realizou o primeiro mutirão de cirurgias robóticas, feitas para o tratamento de câncer de próstata. Também foram três dias de procedimentos. Ao todo, desde que começou a funcionar, o hospital realizou 22 cirurgias robóticas pelo SUS em Mato Grosso.
Fazer procedimentos sofisticados, que demandam o uso de tecnologia, é uma das características da unidade de alta complexidade, afirmou Alessandra Bokor, diretora do Hospital Central. “E as cirurgias robóticas são um bom exemplo disso. Nosso vínculo com o Einstein tem nos permitido qualificar profissionais e expandir o acesso do robô aos usuários do SUS em Mato Grosso”.
Essa ampliação faz parte do planejamento de operação do Hospital Central, que começou a atender em janeiro deste ano. Voltada para casos de alta complexidade, com ênfase em cirurgias, a unidade opera 100% pelo SUS.
Em agosto, o hospital alcançará a atividade plena com 12 especialidades cirúrgicas: cirurgia pediátrica, cirurgia urológica, cirurgia ortopédica, cirurgia geral, cirurgia do aparelho digestivo, cirurgia ginecológica, cirurgia vascular, cirurgia cardiovascular, cirurgia torácica, mastologia, cirurgia oncológica e neurocirurgia. Devido a esse perfil, a unidade atende exclusivamente pacientes encaminhados pela Central Estadual de Regulação.
O Einstein Hospital Israelita é considerado o 16º melhor hospital do mundo e 1º da América Latina, segundo o ranking The World’s Best Hospitals 2026, elaborado pela revista¿Newsweek em parceria com a¿empresa de dados¿Statista¿Inc.¿ Com sede em São Paulo, a organização, fundada em 1955, é referência em assistência, pesquisa, inovação e ensino, com base na responsabilidade social. Há 25 anos, atua no Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da gestão de unidades públicas – que contemplam, hoje, além de hospitais, unidades de atenção primária, Centros de Atenção Psicossocial e Serviços de Residência Terapêutica, de atenção ambulatorial especializada e de urgência e emergência – e da execução de projetos por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde.
O ex-prefeito de Cáceres, Francis Maris, foi oficializado como o novo diretor-presidente da Administradora da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres (AZPEC), durante reunião do Conselho de Administração realizada nesta terça-feira (2.6), na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), em Cuiabá. O encontro foi conduzido pela secretária Mayran Beckman e contou com a participação presencial e virtual dos conselheiros.
Francis assume a função com a missão de atrair as primeiras indústrias para o complexo. No entanto, afirma que o principal gargalo a ser resolvido é a infraestrutura energética.
“Não posso convidar uma indústria para se instalar na ZPE se eu não tenho energia para oferecer. O primeiro desafio é entender qual é a capacidade de atendimento e quais investimentos serão necessários para garantir essa demanda”, afirmou.
Segundo o novo presidente, a estratégia passa por buscar empresas ligadas às cadeias produtivas já consolidadas em Mato Grosso, como algodão, soja, milho, carnes, leite, madeira e rochas ornamentais. A intenção é transformar a ZPE em uma plataforma exportadora capaz de agregar valor à produção estadual.
Além das articulações com o setor energético, Francis pretende realizar uma série de roadshows e visitas a federações das indústrias em diferentes estados para apresentar as oportunidades oferecidas pela ZPE de Cáceres.
A mudança ocorre após a saída de Aécio Rodrigues, que comandava a AZPEC desde março de 2025 e decidiu concentrar sua atuação na presidência da MT Gás. Ao fazer um balanço da gestão, Aécio destacou que o foco do período foi concluir as etapas necessárias para colocar a ZPE em funcionamento.
“Nós cumprimos a missão de tirar esse projeto do papel. Agora começa uma nova fase, que é trazer as indústrias para dentro da ZPE, gerar empregos e fazer esse sonho da região oeste se consolidar definitivamente”, disse.
Aécio também avaliou que a escolha de um gestor ligado à região fortalece o relacionamento com a sociedade local.
“Ninguém quer ver Cáceres crescer mais do que quem vive em Cáceres. O Francis conhece a realidade da cidade, conhece os desafios e tem todas as condições de conduzir esse próximo momento da ZPE”, afirmou.
A expectativa da nova diretoria é iniciar as tratativas com potenciais investidores ainda neste segundo semestre, ao mesmo tempo em que busca soluções para ampliar a oferta de energia necessária para atender os futuros empreendimentos que deverão se instalar na área de livre comércio voltada à exportação.
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