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Grêmios estudantis da rede estadual contam com 1% do Recurso Único para ações escolares

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Desde 2025, os 510 grêmios estudantis devidamente instalados nas escolas da rede estadual de ensino de Mato Grosso passaram a ter direito a receber o Caixa da Juventude (Caju), equivalente a 1% do valor total do repasse anual do Recurso Único destinado às unidades escolares.

A medida, autorizada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e em concordância com as gestões escolares, assegura respaldo legal para que as agremiações desenvolvam ações, projetos e atividades voltadas ao fortalecimento do protagonismo estudantil.

O valor destinado aos grêmios é calculado com base no repasse anual feito pela Seduc às escolas, que varia entre R$ 200 mil, R$ 300 mil, R$ 400 mil e R$ 450 mil, conforme o porte de cada unidade, pequena, média, grande e porte especial (com mais de 4 mil metros quadrados).

A Seduc observa que, na prática, o recurso permite que os dirigentes estudantis contem com apoio financeiro para promover iniciativas dentro do ambiente escolar, ampliando a participação juvenil na construção de uma escola mais democrática e participativa.

Para o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, o grêmio estudantil é uma importante organização de representação dos alunos, sustentada por princípios democráticos e voltada ao diálogo sobre interesses coletivos, propostas e estratégias que contribuam para a melhoria do processo de ensino-aprendizagem.

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Segundo ele, a atuação gremista também favorece o desenvolvimento do senso crítico, político, laico e participativo dos estudantes, além de estimular o reconhecimento e o respeito à diversidade cultural. “E por que não aprender a lidar com recurso financeiro público?”, pontua o secretário.

Alan Porto destaca ainda que os estudantes organizados em grêmios têm papel protagonista na formulação e execução de ações capazes de melhorar as interações no ambiente escolar. “Eles podem transformar a comunidade escolar para melhor, contribuindo com a gestão escolar. Com um pouco de recurso financeiro para essas ações, a fluidez será muito mais eficiente”, afirma.

Outro ponto ressaltado pelo secretário é a atuação do professor interlocutor, profissional que acompanha e apoia os estudantes na realização das atividades gremistas. De acordo com ele, a escolha desse interlocutor é feita pelos próprios alunos, por meio de votação. “O candidato pode ser professor, gestor da escola, coordenador pedagógico, profissional readaptado, entre outros”, explica.

Atualmente, Mato Grosso conta com 510 grêmios implantados na rede estadual. A meta da Seduc é alcançar, até o fim deste ano letivo, a implantação de grêmios em todas as 628 escolas da rede, ampliando o alcance da política de fortalecimento da participação estudantil.

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Recurso Único

O Recurso Único, do qual é retirado o percentual destinado às agremiações, é uma verba descentralizada utilizada pela gestão escolar principalmente para intervenções preventivas e corretivas na infraestrutura das unidades.

Entre os serviços que podem ser custeados estão manutenção de cozinhas e banheiros, adequações ou substituições pontuais de forro e pendurais, reparos em revestimentos cerâmicos, parte elétrica e hidráulica, além de serviços em muros, cercas, alambrados e revitalização da pintura.

Para ter acesso ao recurso, a escola deve encaminhar requerimento com justificativa da necessidade, apresentar três orçamentos de materiais e ou serviços, além de inserir fotos que comprovem a demanda, entre outras exigências estabelecidas pela Secretaria.

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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