O Governo de Mato Grosso entregou, na tarde desta segunda-feira (30.3), a modernização e ampliação da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). O prédio recebeu o total de R$ 51,4 milhões em investimentos de infraestrutura.
“Ter prédios como esse, ambientes de trabalho melhores, torna o serviço público mais eficiente. Tornando o serviço público mais eficiente, ele vai prestar um serviço melhor, com mais qualidade, com o menor custo para o cidadão. Nós investimos em prédios públicos, em escolas, em hospitais, em cadeias”, destacou o governador Mauro Mendes.
Dos 6,6 mil metros quadrados totais de área modernizada, 2,4 mil metros quadrados foram exclusivamente de ampliação.
Com o incremento da área construída, foi possível construir espaços adaptados para o Núcleo de Inteligência, a Central de Regulação, o núcleo do programa de Saúde Digital, além de salas de situação e de reunião.
O secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, relembrou o dia em que assumiu a pasta, em 2019, e ficou triste ao ver de perto a estrutura precária.
“Na primeira conversa que eu tive com os servidores, eu fiz uma promessa: que nós deixaríamos essa Secretaria como uma das melhores secretarias do Governo de Mato Grosso e uma das melhores Secretarias de Saúde do Brasil. É assim que eu me sinto neste dia, fazendo o cumprimento de uma promessa”, afirmou.
“A SES passou por uma ampliação e modernização completa em toda a sua infraestrutura, que agora conta com ambientes adequados às reais necessidades dos profissionais e salas equipadas com o que há de mais moderno em tecnologia”, concluiu a secretária adjunta de Infraestrutura e Tecnologia da Informação da SES, Mayara Galvão.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (2.6), a Operação Frete Frio, que mira um grupo criminoso suspeito de transportar drogas para outros estados escondidas em eletrodomésticos enviados por transportadoras. A ação cumpre ordens judiciais e busca interromper o esquema investigado pelas forças de segurança.
Na operação, são cumpridos três mandados de prisão preventiva, três mandados de busca e apreensão domiciliar e medidas de bloqueio de contas bancárias e ativos financeiros até o limite de R$ 400 mil por investigado. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá.
As medidas foram decretadas com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) e são cumpridas nas cidades de Cuiabá, onde estão concentrados dois dos alvos, e em Aparecida de Goiânia (GO).
O cumprimento das ordens judiciais conta com o apoio das equipes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil de Mato Grosso e da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil de Goiás.
Descoberta do esquema
A investigação foi iniciada em 27 de abril deste ano, após a apreensão de aproximadamente 15 quilos de cocaína ocultada no interior de um climatizador de ar despachado de Cuiabá com destino ao Estado de Goiás. O entorpecente estava dividido em 14 tabletes envoltos em fita adesiva e acondicionado dentro do eletrodoméstico. Posteriormente, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) confirmou tratar-se de cocaína.
Em continuidade às investigações, os policiais da Denarc identificaram o responsável pelo despacho da encomenda em uma empresa de transporte localizada em Cuiabá. Por meio de imagens do circuito de monitoramento e comprovantes de pagamento via Pix, foi possível identificar um dos integrantes do grupo, apontado como responsável pelo envio da carga ilícita.
As investigações também revelaram que o climatizador utilizado para ocultar a droga foi adquirido por outro integrante do grupo, que teria realizado a compra do equipamento e solicitado a emissão da nota fiscal em nome de um terceiro investigado, morador de Aparecida de Goiânia (GO) e apontado como destinatário da encomenda.
“Os investigados atuavam na logística do transporte interestadual da droga, utilizando o envio de mercadorias e eletrodomésticos como mecanismos para ocultar os entorpecentes e dificultar a fiscalização policial”, explicou o delegado responsável pelas investigações, Ronaldo Binoti Filho.
Nome da operação
O nome “Frete Frio” faz referência ao método empregado pelo grupo criminoso, que utilizava equipamentos de climatização e o serviço regular de transporte de cargas para dissimular a movimentação de drogas entre estados, conferindo aparência de legalidade à atividade ilícita.
A operação integra as ações do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, inserida no Programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento das facções criminosas em todo o Estado.
Renarc
A investigação também integra os trabalhos da sexta fase da Operação Narke, da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc).
A rede reúne os delegados titulares das unidades especializadas e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para definir estratégias de enfrentamento ao narcotráfico em todo o país.
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