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Governo de MT forma 38 servidores do 1º curso de Gestão Pública com foco em eficiência

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Os 38 alunos da primeira turma da pós-graduação em Gestão Pública com foco na Eficiência, receberam o certificado de conclusão de curso nesta sexta-feira (09.08). A cerimônia ocorreu no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), em Cuiabá.

A especialização foi realizada pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), por meio da Escola de Governo.


 

O secretário da Seplag, Basílio Bezerra, afirma que o curso ofertado é um dos mais completos e que atendeu ao objetivo proposto.

“Quando pensamos na construção desse curso, nosso objetivo era formar servidores com olhares atentos às necessidades das pastas em que atuam, para que possam propor políticas públicas que reflitam na entrega de serviços de qualidade, ágeis e eficientes para o cidadão mato-grossense”, ressalta o secretário.

A pós-graduação em Gestão Pública com foco na Eficiência é constituído por 11 módulos, com carga horária total de 400 horas. As aulas foram 100% presenciais e mediadas por docentes servidores do Poder Executivo estadual, conforme destaca a secretária adjunta da Escola de Governo, Marioneide Angélica Kliemaschewsk.

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“O processo é muito enriquecedor, uma vez que os discentes servidores aprendem com quem atua diretamente com as políticas públicas do Estado de Mato Grosso”, pontua Marioneide.

Gestão Pública com foco em eficiência

O curso teve como proposta desenvolver competências de gestão nos servidores públicos aliando teoria à prática, para gerir e pensar a ação governamental de forma eficiente e inovadora.


 

Na grade curricular foram trabalhadas algumas disciplinas como Gestão da Inovação, Política Pública e Planejamento, Gestão da Informação e Tecnologia da Informação, Plano Plurianual e Orçamento Governamental, Gestão de Contratos, Licitações, Convênios, entre outras.

Para o servidor do Detran-MT, Augusto Cordeiro, o diferencial da especialização foi ter sido criada e pensada para o servidor do Estado. “Foi um curso voltado para a nossa realidade. Os professores conseguiram unir o conceitual com a prática”. 

“Foi excelente. Nós tínhamos uma expectativa e ela foi superada”, afirma Regane Maria Tenroller, servidora da Sema-MT. Ela diz ainda que o curso foi de fato voltado para o dia a dia de trabalho. “E com professores que são também servidores fica melhor, contribuindo para os resultados”.

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Acesse aqui a galeria de fotos da cerimônia.

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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