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Festival de Robótica Educacional vai movimentar estudantes da Rede Estadual

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¿Nesta terça-feira (18.07), estudantes das escolas públicas estaduais de Mato Grosso retornam das férias escolares com o anúncio da realização do 1º Festival de Robótica, maior competição do gênero no Estado. A disputa acontecerá no decorrer do semestre, com etapas classificatórias nas escolas e, posteriormente, nas DREs. A etapa final acontecerá nos dias 05 e 06 de dezembro, no Ginásio Poliesportivo Professor Aecim Tocantins, em Cuiabá, com evento gratuito e aberto ao público.

As inscrições serão abertas nos próximos dias em formato online. Os desafios e atividades serão divididas entre equipes do Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano) e Ensino Médio que participam das aulas do programa SIMROBÓTICA®, tendo como temática central a “Missão Intergaláctica” com o Desafio de Robôs. As atividades serão alinhadas entre as 14 Diretorias Regionais de Educação (DREs) e as unidades de ensino.

Para o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, o festival será o primeiro de uma série, já que a implantação da robótica como ferramenta pedagógica só vai aumentar nos próximos anos. “O programa já está inserido em 102 escolas, impactando mais de 30 mil estudantes com o conhecimento de tecnologias educacionais”.

“Aproximar estudantes da tecnologia não desperta apenas maior interesse por disciplinas como Matemática e Ciências, mas, também cria mentes inovadoras. No mais, o uso da robótica educacional em nossas escolas já mostrou que os estudantes apresentam ganhos de desempenho em todas as disciplinas. Vai além de montar um kit, pois estimula o desenvolvimento da autonomia e do socioemocional”, completa Alan.

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Competição saudável

Na avaliação de Ivan Ipólyto, CEO da SIM Inova®, empresa desenvolvedora do programa SIMROBÓTICA®, a participação de escolas que adotam o programa garante a equidade do Festival de Robótica, uma vez que os estudantes já dominam o programa de educação tecnológica em sala de aula. “Eles têm, desde o ano passado, aulas de robótica na grade curricular, que desenvolve o pensamento computacional e inúmeras competências e habilidades socioemocionais, cognitivas, organizacionais, comunicativas e comportamentais, atributos fundamentais para os desafios deste século”.

Ele destaca que as aulas do SIMROBÓTICA® são alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), estimulam o pensamento computacional e o aprimoramento de habilidades e competências importantes para desenvolvimento humano e tecnológico, por meio de uma metodologia ativa alinhada à abordagem STEAM, que utiliza os conjuntos educacionais da LEGO® Education.

“O festival visa estimular a “coopetição” – que mistura competição com cooperação – e o trabalho em equipe. “O festival permite que os estudantes pratiquem seus conhecimentos de robótica de forma inovadora e com alto grau de aprendizado”, comenta.

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Para o CEO, como parte do plano de desenvolvimento, os educadores também são envolvidos e participam de uma ampla certificação que os prepara para a vivência das aulas de robótica. O projeto também conta com orientadores educacionais, especialistas em robótica, que acompanham os professores e os estudantes ao longo do ano letivo.

“Ao adotar a temática “Missão Intergaláctica” o 1º Festival de Robótica permitirá ao estudante explorar a vastidão do espaço com ferramentas que promovam conhecimento de um futuro cada vez mais próximo”, finaliza Ivan.¿

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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