A Escola de Saúde Pública (ESP-MT), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), realizou, nesta quarta-feira (25.3), a aula inaugural da segunda turma do Curso de Especialização Interprofissional em Atenção Integral às Pessoas com Hanseníase. A solenidade foi promovida na sede da escola, no bairro Coophema.
São 31 profissionais, entre enfermeiros, médicos, farmacêuticos, fisioterapeutas, de 21 municípios, que farão o curso com carga horária de 392 horas/aula.
Segundo a superintendente da Escola de Saúde Pública, Silvia Tomaz, o curso reafirma o compromisso da gestão com a educação permanente em saúde para os profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) de Mato Grosso e com o fortalecimento das políticas públicas na Construção da Rede Viva da Atenção à Saúde.
“Transformar o cuidado em hanseníase não é apenas uma questão técnica. Exige mudança nas relações, nos processos e, principalmente, no pensar coletivo. Ao qualificar profissionais em uma matriz interprofissional, a ESP-MT dá o passo definitivo para reduzir a carga da doença e devolver a dignidade e a funcionalidade às pessoas no SUS”, explicou.
O enfermeiro Márcio Souza, que atua no Centro de Referência de Hanseníase e Tuberculose de Sinop, considera que o curso de especialização será uma oportunidade de se qualificar e de melhorar a assistência do seu município, mas que é importante na construção de uma rede de cuidado em todas as regiões do Estado.
“Visto que é uma doença, dentro da nossa região, dentro do nosso estado, e inclusive dentro do nosso país, como uma doença hiperendêmica, e que atinge principalmente as populações mais vulneráveis, aquelas que mais precisam de um olhar especial. Então é um movimento que eu faço, tanto pessoal, no sentido de me aprimorar, de me qualificar, mas também tendo como principal objetivo a qualificação de toda uma rede dentro do município de Sinop”, afirmou.
“A minha expectativa é pessoal de aprendizado, melhorar a qualidade da vida dos pacientes portadores de hanseníase e trabalhar em conjunto com os profissionais de maneira multidisciplinar”, acrescentou o médico Antonio Maro, que trabalha em Juruena, e também está na turma.
Flávia Alves, coordenadora e enfermeira do Ambulatório de Atenção Especializada e Regionalizada em Hanseníase (AEER) de Alta Floresta, disse estar muito feliz de fazer parte dessa segunda turma da especialização interprofissional, e que a capacitação vai somar para fortalecer o cuidado com os pacientes ao longo do tratamento.
“Para mim, foi uma oportunidade única para aperfeiçoar as minhas atividades, meu atendimento e condução no ambulatório e melhorar a prática ao acolhimento do paciente, a preparação da rede, também que é um dos papéis fundamentais da AEER para fortalecer o atendimento e acompanhamento do paciente”, informou.
A primeira turma do Curso de Especialização Interprofissional em Atenção Integral às Pessoas com Hanseníase formou 35 especialistas. Além disso, a ESP já formou 62 médicos em três turmas do curso de especialização em hanseníase.
Sobre a hanseníase
A hanseníase é uma doença crônica e transmissível, que afeta a pele, os nervos periféricos, a mucosa do trato respiratório superior e os olhos. Ela tem cura e pode ser tratada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A detecção precoce e o tratamento adequado são essenciais para evitar incapacidades permanentes e interromper a transmissão.
A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Capturas e Polinter, deflagrou entre os dias 6 e 7 de julho a segunda fase da Operação “Incarceratus”, em Sinop. A ação resultou no cumprimento de oito mandados de prisão preventiva e de condenação contra investigados por crimes graves no Estado.
A operação foca na repressão qualificada e no combate ao crime organizado. O trabalho baseia-se em um levantamento prévio de inteligência. Policiais civis cruzam dados do sistema para localizar ordens de prisão pendentes contra alvos que já se encontram detidos por outros delitos.
Desta vez, as ordens judiciais foram cumpridas na Penitenciária Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira. A ação contou com o apoio fundamental da Polícia Penal. Os alvos respondem por crimes como homicídio, roubo, tráfico de drogas e organização criminosa.
Estratégia de contenção
A estratégia impede que detentos com pendências judiciais graves obtenham liberdade condicional ou progressão de regime de forma indevida. De acordo com a delegada titular da Polinter, Dra. Silvia Maria Pauluzi de Siqueira, a análise minuciosa das equipes permitiu identificar com precisão as ordens judiciais em aberto.
“Os cumprimentos contaram com o suporte do Núcleo de Inteligência da Polinter. O setor atua no levantamento de alvos e dá apoio logístico às equipes de rua. Além de atender às demandas do Estado de Mato Grosso, a delegacia também atua no cumprimento de mandados de outras federações do país”, explicou o delegado Fernado Vasco Spinelli Pigozzi.
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