A Escola de Samba Payaguás e o Bloco de Enredo Império da Casa Nova são as campeãs do Desfile de Carnaval em Cuiabá deste ano. A apuração, que ocorreu no domingo (23.2), consagrou ainda o Bloco Mélados como vice-campeão. Toda a programação contou com o patrocínio do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).
Organizado pela Liga Independente dos Blocos Carnavalescos e Escolas de Samba de Cuiabá, o evento reuniu cerca de 10 mil pessoas na área externa da Arena Pantanal, na noite de sábado (22.2). Ao todo, oito blocos e duas escolas de samba desfilaram histórias de diversidade, ancestralidade e resistência.
Homenageando Yemanjá, a divindade espiritual das águas, a Escola de Samba Payaguás trouxe o enredo “Nos Caminhos da Purificação”. A agremiação conquistou as melhores notas (10 e 9,99) nos quesitos Alegorias e Adereços, Samba-enredo e Mestre Sala e Porta-Bandeira.
Campeão na categoria Blocos de Enredos, o Bloco Império da Casa Nova levou à passarela um espetáculo místico, onde feitiçarias e encantos ganham vida no tema “Encantos e Magias”.
O vice-campeão, o Bloco Melados, encantou o público com o enredo “Saravá Umbanda”, que celebra a diversidade espiritual e a força da ancestralidade. Os dois Blocos asseguram nota 10 no quesito Harmonia.
O desfile consagrou duas vencedoras – uma Escola de Samba, e um Bloco de Enredo. Para as Escolas de Samba foram considerados os quesitos Alegoria e Mestre-sala e Porta-bandeira, além dos demais avaliados nos Blocos de Enredo. Para todos, a apuração dá notas aos quesitos Bateria, Samba-enredo, Harmonia, Evolução, Enredo, Fantasias e Comissão de Frente.
“Foi lindo ver o talento das Escolas de Samba e Blocos que desfilaram na Arena Pantanal. Todos estão de parabéns por levar cultura, história e alegria com tanta criatividade ao carnaval de Cuiabá. Quem foi se divertiu e se encantou com tudo. Para o Governo de Mato Grosso e a Secel, é uma satisfação poder proporcionar essa festa popular e tradicional à nossa população”, destaca o secretário da Secel, David Moura.
Programação Carnaval de Cuiabá
Após o Desfile dos Blocos e Escolas de Samba, a programação de Carnaval em Cuiabá prossegue com o apoio do Governo de Mato Grosso em vários bairros e regiões.
No Bairro Planalto, acontece o Carnaval Planalto Folia, nos dias 28 de fevereiro, 1º e 2 de março, a partir das 19h. Na Praça Oito de Abril, o Carnaval da Família Cuiabana será realizado de 1º a 4 de março, a partir das 17h.
No Centro Histórico de Cuiabá, o Cordão Carnavalesco Vem Quem Quer realiza cortejos nos dias 1º e 3 de março, a partir das 15h. Na Avenida Mato Grosso, a festa é do Bloquinho dos Estudantes, de 1º a 3 de março, a partir das 18h.
O primeiro Carnaval da história do Coxipó do Ouro acontece no dia 1º de março, a partir das 15h. Já no dia 2, o Baile da Calorosa anima o carnaval no Rebu Bar, no bairro Boa Esperança.
Na Praça Popular, a folia ocorre de 2 a 4 de março, a partir das 17h, com o Bloco Bode Bonito. No bairro Boa Esperança, a festa popular volta a acontecer no dia 4 de março, com o Bloco Ressuscita.
Para completar a agenda de carnaval na capital mato-grossense, a Orla do Porto 2 recebe o Carnaval da Central, no dia 4 de março, a partir das 18h.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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