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Encontro aborda defesa dos direitos das mulheres e medidas de combate à violência de gênero e doméstica

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A implementação de ações em defesa dos direitos das mulheres e medidas de combate à violência de gênero e doméstica é abordada no 1º Encontro de Conselheiras de Direitos das Mulheres de Mato Grosso, realizado até esta sexta-feira (10), no Hotel Mato Grosso Palace, em Cuiabá. A reunião foi organizada pelo Conselho Estadual de Direitos das Mulheres de Mato Grosso (CEDM), vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc).

A secretária adjunta de Programas e Projetos Especiais e Atenção a Família (Sappeaf) da Setasc, Juliane Maciel, afirmou, durante o evento, que é preciso reconhecer os desafios que as mulheres enfrentam diariamente. Ela citou o Programa SER Família Mulher, idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes, que oferece auxílio-moradia de R$ 600 para vítimas de violência doméstica, que possuam medida protetiva, e estejam em condições de vulnerabilidade social.

“Sabemos quantos desafios que as mulheres vivem a cada minuto. Estamos à frente do Programa SER Família Mulher e eu falo desse programa com muita emoção. Hoje estamos atendendo cerca de 104 mulheres, acolhendo diariamente em torno de três mulheres e 15 semanalmente. Precisamos nos fortalecer e necessitamos de uma rede de proteção, porque o maior problema da mulher é sair daquele ambiente de violência. Eu falo desse programa, para que possamos olhar com carinho e lutar dia a dia para que tudo seja diferente”, explicou Juliane.

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Para a presidente do Conselho Estadual de Assistência Social (Ceas), Maria da Penha Ferrer de Francesco, a reunião é muito importante para reforçar ações e políticas públicas que atentem para os direitos das mulheres.

“O Ceas está atento às políticas públicas de assistência social, especialmente àquelas voltadas para as mulheres. Nós trabalhamos com estatísticas e, no estado de Mato Grosso, elas são bem hostis para as mulheres, em casos de mortalidade materna, em casos da fome. Então sabemos que hoje a fome tem gênero, que são mulheres, ela tem cor e raça, que é a negra. Então, o Ceas está bem atento à execução dessas políticas, à garantia de recursos financeiros no plano de trabalho anual do estado, para que essas políticas sejam concluídas”, ressaltou a presidente Maria da Penha.

No primeiro dia do evento, nessa quinta-feira (09.11), foi realizada a palestra com o tema “Ações implementadas pelo Conselho Estadual dos Direitos da Mulher de Mato Grosso (CEDM/MT)”, tendo como palestrante a presidente do CEDM/MT, Ana Carolina de Jesus Costa. Em seguida, a procuradora do Estado e presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB/MT, Glaucia Amaral, palestrou sobre “Como instituir conselhos – legislação e atribuições das conselheiras”.

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Para esta sexta-feira (10.11), a programação conta com a partilha de experiência das conselheiras municipais de direitos da mulher, a partir de 9h30. Em seguida, será ministrada a palestra “Os desafios dos Conselhos de Direitos da Mulher na luta pelo fim da violência de gênero”, tendo como palestrante a delegada de Polícia de Mato Grosso e conselheira do CEDM/MT, Jozirlethe Criveletto.

Estiveram presentes no evento a superintendente estadual de Promoção e Articulação das Políticas Públicas para Pessoa Com Deficiência da Casa Civil de Mato Grosso, Taís Augusta de Paula; a representante do Secretaria Adjunta de Direitos Humanos (SADH/Setasc), Katiellen Martins Gonçalves; a vice-prefeita do município de Ribeirão Cascalheira, Isabel Fernandes; a primeira-dama de Juara, Silvia Sirena; a presidente do Conselho Estadual de Defesa do Consumidor do estado, Joeli Mariane Casteli; a representante do Instituto Sementes do Bem, Joyce Lilian Lombardi e a representante da desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Ana Emília Sotero.

* Sob orientação de Daniele Danchura

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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