MATO GROSSO

Empresária amplia negócio familiar e constrói nova sede com crédito do Governo de MT

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Proprietária da empresa produtora de alimentos em conserva, Camila Fernanda Silva está ampliando a empresa que herdou do pai e transferindo a sede de Indiavaí para Cáceres, com o apoio do crédito da Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso – Desenvolve MT.

A nova sede da empresa contará com área de produção, laboratórios, área para funcionários, cozinhas, depósito de vidro, depósito de produtos finalizados e diversas outras áreas. Assim, a produção irá crescer.

A empresa foi criada pelo pai dela há mais de 20 anos. Ele se aposentou e ela passou a tomar conta do negócio da família.

Camila explicou que um dos motivos para a expansão e mudança da empresa foi a logística oferecida pela localização mais próxima de Cuiabá. “Estamos nos estabelecendo aqui, finalizando a etapa de construção, e esperamos começar a produção nas próximas semanas”, disse a empreendedora.

Após iniciarem a construção da empresa com recursos próprios, a família percebeu que seria necessário uma força extra para finalizar a obra sem nenhum sufoco. Por isso, após participar do Circuito Empreendedor, realizado pela Sedec e CDL em sua cidade, ela decidiu fazer um financiamento com a Desenvolve MT a partir da linha Desenvolve Empresarial.

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“Empreender e consolidar nosso negócio é um desafio diário. Quando vimos que tínhamos um capital que supriu nossa demanda inicial, utilizamos para a obra, em Cáceres. Quando recebemos o crédito conseguimos de fato suprir toda a operação, teria sido muito difícil sem o financiamento da Desenvolve”, completou Camila.

“Estamos felizes de ter contribuído para essa conquista. Acreditamos que a chegada da empresa a Cáceres trará inúmeros benefícios para a comunidade local e impulsionará a economia. Por isso, reafirmamos nosso compromisso em apoiar o crescimento contínuo da nossa região”, afirma Elizandra Hellman, superintendente de crédito da Desenvolve MT.

Crédito

A linha Desenvolve Empresarial tem duas modalidades de financiamento, a Invest e a Invest Mix, que possuem crédito de até R$1,5 milhão de reais, carência de até 1 ano e até 10 anos para pagamento. A Invest atende com taxa de juros de até 1,0% ao mês, já a Invest Mix, que possui capital de giro associado, trabalha com taxas de juros de até 1,20% a.m.

Ambas as linhas oferecem 30% de desconto nas taxas para clientes adimplentes e financiam desde obras civis até máquinas e insumos. Conheça um pouco mais sobre as linhas da Agência em desenvolve.mt.gov.br ou entre em contato através do número (65) 3613-7900.

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*Com supervisão de Vitória Kehl

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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