O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática assinaram nesta terça-feira (9.6), em Brasília, Protocolo de Intenções para cooperação e desenvolvimentode ações conjuntas para fortalecimento das governanças de educação ambiental e climática.
A parceria busca garantir a efetivação das políticas nacional e estadual de Educação Ambiental nos 142 municípios de Mato Grosso. A assinatura ocorreu durante reunião da Comissão Tripartite, onde também foi discutida a Lei Geral do Licenciamento. “A assinatura desse protocolo evidencia a união de esforços para fortalecimento e uma política pública extremamente importante. Ao ampliar as ações educativas, promovemos práticas sustentáveis, valorizamos nossas áreas protegidas e incentivamos uma responsabilidade que é coletiva”, ressaltou a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.
Monitoramento, apoio técnico, promoção de estudos, intercâmbios e iniciativas voltados à institucionalização de fontes de recursos para a educação ambiental são algumas das iniciativas estabelecidas no protocolo.
A superintendente de Educação Ambiental da Sema, Juliana Carvalho, ressalta que Mato Grosso obteve importantes avanços na efetivação da política estadual após a consolidação do Programa de Educação Ambiental. O documento organiza as diretrizes e ações estratégicas de educação ambiental a serem implementadas dentro e fora das escolas.
“Nosso desafio agora é a definição de indicadores e metas que nos auxiliem a avaliar o impacto da política pública no território mato-grossense”, afirmou a superintendente.
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