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Duas novas escolas da Rede Estadual aderem ao modelo cívico-militar em MT

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A Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso alcançou a marca de 104 escolas cívico-militares, após a aprovação de duas novas consultas públicas. As comunidades escolares das Escolas Estaduais André Avelino Ribeiro e Antônio João Ribeiro de Arruda, em Cuiabá e Poconé, respectivamente, votaram pela conversão de suas unidades para o modelo cívico-militar, consolidando o avanço da política educacional implantada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

Na capital, a adesão foi aprovada por ampla maioria: 581 dos 709 votantes (81,94%) da Escola André Avelino Ribeiro disseram “sim” à mudança. Em Poconé, o apoio foi ainda mais expressivo — 274 dos 291 participantes (94,15%) optaram pela nova modalidade.

Segundo o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, o processo de conversão reflete o compromisso da Seduc com valorizar o protagonismo das comunidades escolares. “Foi crucial a decisão a partir da base, considerando as particularidades de cada escola e as reais necessidades dos alunos. As escolas cívico-militares têm a missão de evitar a violência no ambiente escolar e possibilitar ações que fortaleçam o avanço da aprendizagem dos estudantes”, afirmou.

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Assim como nas demais 102 escolas que já integram o programa, o processo de votação, que ocorreu na última semana, envolveu pais e responsáveis legais pelos estudantes, além de alunos maiores de 16 anos, em conformidade com as diretrizes do edital publicado no Diário Oficial e amplamente divulgado pela Seduc e pelas Diretorias Regionais de Educação.

Alan Porto reforça que o modelo cívico-militar mantém o currículo tradicional da Rede Estadual, com professores responsáveis pelo ensino das disciplinas, enquanto militares da reserva colaboram com a organização, a disciplina e a gestão do ambiente escolar.

O processo de contratação dos militares que atuarão nas novas unidades já está em andamento. Antes de iniciarem suas atividades como monitores, eles participarão de formação e treinamento integrados com diretores, coordenadores e professores, garantindo uma implementação harmoniosa e alinhada aos princípios pedagógicos da Rede Estadual.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

CGE aplica multa a consórcio por registros fictícios de atendimento no Ganha Tempo

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A Controladoria-Geral do Estado de Mato Grosso (CGE-MT) aplicou multa administrativa de R$ 489.615,75 ao consórcio Rio Verde por irregularidades na execução do contrato de gestão das unidades do Ganha Tempo. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (16.6).

A penalidade decorre de processo administrativo de responsabilização instaurado em 2021 com base na Lei Anticorrupção (Lei Federal nº 12.846/2013), para a apuração de fraudes relacionadas à emissão de senhas de atendimento sem a efetiva prestação dos serviços entre os anos de 2019 e 2020.

A multa aplicada foi calculada com base em 20% do faturamento bruto do consórcio no ano de instauração do processo, somado ao valor da vantagem indevidamente auferida. O montante será atualizado monetariamente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), desde dezembro de 2019 até a data do efetivo pagamento.

Além da multa, a decisão determina que a empresa publique o extrato da condenação em sua sede física ou em seu site institucional e estabelece a proibição de contratar com a Administração Pública enquanto perdurarem os motivos da punição ou até que seja promovida a reabilitação perante a CGE-MT.

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Senhas fictícias

Pelo modelo contratual adotado (Contrato nº 62/2017), a concessionária era remunerada conforme a quantidade de atendimentos realizados. Dessa forma, a inserção de registros fictícios gerava cobranças indevidas ao Estado e aumentava artificialmente a remuneração da empresa.

As irregularidades chegaram ao conhecimento do Governo de Mato Grosso por denúncias encaminhadas à Ouvidoria do Estado. Os fatos foram apurados em auditorias realizadas pela CGE-MT e em estudos técnicos da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), gestora do contrato de parceria público-privada (PPP).

As investigações apontaram o registro de atendimentos fictícios mediante a inserção de CPFs inválidos ou inexistentes nos sistemas informatizados, com o objetivo de simular atendimentos e elevar indevidamente os valores pagos à concessionária. Também foram identificadas práticas que dificultavam as atividades de fiscalização, comprometendo a confiabilidade e a rastreabilidade dos registros utilizados para o controle contratual.

O contrato com a concessionária foi anulado em abril de 2021 após decisão judicial no âmbito da Operação “Tempo é Dinheiro”. Desde então, a Seplag passou a executar a gestão das unidades do Ganha Tempo em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Cáceres, Sinop e Barra do Garças.

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Confira aqui o extrato da decisão.

Fonte: Governo MT – MT

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