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Crédito da Desenvolve MT impulsiona vendas de final de ano em loja de roupas em Rondonópolis

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O fim de ano é tradicionalmente um período de grande movimentação para o varejo mato-grossense. Segundo pesquisa realizada em novembro pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae MT), as compras de Natal devem injetar R$212 milhões na economia do estado. Nesse cenário, a Xiloê, marca de moda praia fundada em Rondonópolis, se prepara para atender à demanda com um portfólio ampliado graças ao acesso à linha de crédito da Desenvolve MT – Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso.

Deisi Rhoden conta que o empreendimento começou em 2019, quando sua parceira de negócios e amiga, Harumi Fukuda, iniciou a venda de biquínis e maiôs. Juntas, perceberam que muitas mulheres buscavam peças que unissem beleza, conforto e segurança, e que isso precisava ser oferecido para mulheres de todos os tamanhos.

“O objetivo era criar moda praia que valorizasse diferentes corpos e fases da vida, do tamanho 34 ao 60. Com forte presença digital, especialmente no Instagram, a marca cresceu mostrando na prática como nossas peças transformam a experiência das clientes”, relata a empreendedora.

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A idealização não seria nada sem o planejamento das empreendedoras, que transformaram o negócio de um sonho em realidade. Hoje, além da loja física em Rondonópolis, a Xiloê vende para todo Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e já alcançou clientes em outros estados e até no exterior.

“Ao longo de alguns meses, estruturamos o negócio, porque não queríamos apenas abrir algo por abrir. Nosso desejo era criar algo que fizesse diferença tanto em nossas vidas quanto na vida de outras pessoas. Por isso, posso dizer que foi um sonho bem pensado, cuja execução foi cuidadosamente planejada, e graças a Deus conseguimos realizá-lo e seguimos realizando a cada dia, já que nossos sonhos só se multiplicam”, explica Harumi sobre o sucesso da loja.

No início de 2025, em busca de expansão, as sócias contaram com a orientação de uma assessoria que apresentou a linha de crédito da Desenvolve MT. A linha Desenvolve Empresarial foi decisiva para a formação de estoque, permitindo ampliar o mix de produtos.

“O apoio da Desenvolve MT foi muito importante para nós nesse momento em que queríamos ter mais estoque e investir um pouco mais na loja, no nosso negócio. Além disso, tivemos a segurança de contar com uma linha de crédito reconhecida e de credibilidade. Também avaliamos as taxas, o que foi muito relevante para nós”, diz Harumi.

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O crédito ajudou principalmente para que a loja acompanhasse o movimento do mercado nesse final de ano. Ainda segundo a pesquisa realizada pelo Sebrae MT, os números reforçam o otimismo do setor: 53% dos entrevistados afirmaram que irão comprar mais que em 2024, e roupas aparecem como o item de maior intenção de compra, seguidas por brinquedos, perfumes, alimentos e bebidas, eletrônicos, produtos feitos à mão e livros.

“Sem o acesso à linha de crédito da Desenvolve MT, a preparação da Xiloê para o fim de ano teria sido muito mais limitada. O mix de produtos, que hoje é amplo e diverso, provavelmente seria bem mais enxuto, com menor variedade de modelos, tamanhos e peças complementares. Isso reduziria a capacidade da marca de atender diferentes expectativas dos clientes e de oferecer uma experiência de compra completa”, finaliza Deisi.

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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