O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) prestou socorro, na manhã desta terça-feira (11.2), a uma mulher e seus animais de estimação, vítimas de um ataque de abelhas agressivas, em uma residência no bairro Alto da Glória, em Sinop (a 481 km de Cuiabá).
Ao todo, 11 animais, inclusive dos vizinhos, foram resgatados pelos militares.
A equipe do 4º Batalhão Bombeiro Militar (4º BBBM) foi acionada, por volta das 09h20, pela proprietária da residência, que relatou que as abelhas haviam atacado seus animais domésticos, sendo dois cachorros e um papagaio.
Imediatamente, a equipe de resgate deslocou até a residência e encontrou a dona da casa enrolada em um cobertor, tentando se proteger das picadas. Ela não apresentava picadas ou ferimentos.
A vítima informou ainda que tinha um cachorro da raça Chow-chow na sala, uma cadela vira-lata no quarto e um papagaio no banheiro. Todos haviam sido picados pelos insetos e necessitavam de resgate dos militares.
Devido ao constante ataque das abelhas, uma segunda viatura, do tipo ABTS, foi enviada para o local como reforço para a operação de resgate. A equipe, devidamente equipada, entrou na residência e retirou os animais, sendo que uma das moradoras os levou para atendimento veterinário.
Além disso, a vítima relatou que havia animais no quintal vizinho, também vítimas das abelhas. Os militares se deslocaram até a outra residência e, após a vistoria, encontraram oito cachorros da raça vira-lata em estado crítico, que foram encaminhados para a Associação Protetora dos Animais do Município de Sinop para receberem o atendimento adequado. Outros quatro cães já estavam em óbito no quintal.
Veja o atendimento dos bombeiros nessa ocorrência: video 01 e vídeo 02.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) reuniu, nesta terça e quarta-feira (9 e 10.6), mais de 200 participantes na Oficina do Planejamento Regional Integrado (PRI), no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá, com o objetivo de construir de forma participativa a proposta para a organização da Rede de Atenção à Saúde (RAS) nas macrorregiões do Estado.
O evento foi realizado em parceria com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (Cosems-MT), o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Ministério da Saúde. Participaram das discussões representantes da Secretaria, dos Escritórios Regionais de Saúde (ERS), dos municípios, e das demais instituições.
“Se nós não tivermos a nossa rede organizada, regionalizada, pensando em um atendimento integral, a linha de cuidado do paciente, não adianta ter o melhor hospital do país porque esse atendimento não vai chegar em quem precisa, que é o usuário do SUS [Sistema Único de Saúde]”, afirmou a secretária adjunta do Complexo Regulador, Fabiana Bardi.
O presidente do Cosems-MT, Marco Felipe, destacou que o tema tem sido discutido há muitos anos e precisa realmente ser tirado do papel e colocado em prática. “Eu tenho certeza que daqui discutiremos várias formas. As melhores cabeças pensantes na área de Mato Grosso em saúde estão aqui reunidas, então isso é o mais importante”, disse.
Conforme a chefe do Núcleo de Gestão Estratégica para Resultados (Nger) da SES, Claudete de Souza, a oficina materializou o compromisso de todos os participantes pelo fortalecimento do SUS com a construção de soluções integradas para os desafios da saúde.
“Ao longo desses dois dias, tivemos a oportunidade de compartilhar experiências, conhecimento, perspectivas, buscando construir de forma participativa propostas para a organização da rede de atenção à saúde nas macrorregiões de Mato Grosso, fortalecendo a governança regional e contribuindo para a elaboração dos planos regionais nas macrorregiões de saúde”, avaliou.
A assessora técnica do Conass Tereza Cristina Amaral falou sobre o “Planejamento Regional Integrado no Fortalecimento da Regionalização do SUS”. A técnica do Nger Glória Maria Melo palestrou sobre a “Trajetória do PRI/MT e os Objetivos da Fase IV”.
Regiane Mendonça, também do Nger, tratou sobre o “Panorama da Rede de Atenção à Saúde nas Macrorregiões”. A servidora da SES Eugênia Callejas abordou os “Fundamentos Conceituais para Organização da Rede de Atenção à Saúde”. Também houve debate sobre a Rede materno-infantil e a Rede de Atenção Psicossocial (Raps).
Nesta quarta-feira, foi realizada uma análise da capacidade instalada da Rede de Atenção à Saúde, com aplicação no contexto macrorregional. Os participantes criaram um instrumento para o cálculo da capacidade instalada, com aplicação prática.
Ao fim da oficina, os profissionais fizeram um documento com as prioridades estratégicas para a organização da RAS, com os principais desafios identificados, agendas prioritárias da Fase IV do Planejamento Regional Integrado, e temas orientadores da programação macrorregional.
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