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Corpo de Bombeiros reforça cuidados para evitar acidentes com escorpiões

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) orienta sobre os cuidados ao encontrar animais peçonhentos, especialmente escorpiões, que podem surgir tanto em áreas urbanas quanto rurais.

Esses animais costumam se esconder em locais escuros e úmidos, como entulhos, folhas secas, madeiras, telhas, ralos, frestas em paredes e até dentro de roupas e calçados.

Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) apontam que foram registrados 1.473 acidentes por escorpiões em 2024 e 2.012 em 2025. Em 2026, entre janeiro e 16 de março, foram contabilizados 264 acidentes.

Desde 2024, os municípios com maior incidência desse tipo de ocorrência foram Cuiabá, Cáceres, Várzea Grande, Barra do Bugres e Sinop. Não houve registro de óbitos no período.

Os acidentes ocorrem principalmente em áreas urbanas, com maior incidência entre pessoas de 20 a 59 anos, especialmente homens, e são mais frequentes nos períodos quentes e chuvosos.

O major BM Felipe Mançano Saboia destacou que a prevenção é a principal forma de evitar acidentes envolvendo escorpiões e que, para reduzir o risco de aparecimento desses animais, é fundamental manter a limpeza dos ambientes internos e externos, evitando o acúmulo de lixo, folhas secas, galhos, madeiras, entulho, materiais de construção e objetos sem uso, especialmente em quintais e jardins, que podem servir de abrigo para esses aracnídeos.

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A vedação de frestas em paredes, rodapés, portas, janelas e ralos, aliada à manutenção adequada das caixas de esgoto, também contribui para impedir a entrada de escorpiões.

“Outra medida recomendada é o controle da presença de insetos, principalmente baratas, que são o principal alimento dos escorpiões. O uso de luvas e calçados fechados ao manusear entulhos, lixo ou lenha também reduz o risco de acidentes. Por fim, roupas, calçados e toalhas devem ser sempre sacudidos antes do uso, como forma de evitar o contato acidental”, destacou o major.

Primeiros socorros

Em caso de acidente com escorpião, a vítima deve lavar o local da picada com água e sabão, manter-se em repouso e procurar atendimento médico imediatamente.

Se houver condições seguras, o animal pode ser levado ou fotografado para auxiliar na identificação da espécie. Não se deve fazer torniquetes, cortes, sucção ou aplicar substâncias caseiras no local da picada, nem ingerir bebidas alcoólicas ou realizar automedicação.

O Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox), localizado no Hospital Municipal de Cuiabá, é referência no diagnóstico e tratamento e atende pelo telefone 0800 722 6001.

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A lista dos Pontos Estratégicos de Soro Antiveneno (PESA), que são hospitais de referência para atendimento de acidentes com animais peçonhentos, está disponível aqui.

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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