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Corpo de Bombeiros recebe 8 mil cadastros de recursos para combater incêndios florestais em MT

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) já conta com mais de oito mil recursos cadastrados no Sistema Integrado de Cadastro de Recursos para Apoio aos Incêndios Florestais (SICRAIF), desenvolvido para registrar equipamentos e equipes disponíveis como parceiros no enfrentamento dessas ocorrências em todo o Estado.

Por meio do sistema, produtores rurais, prefeituras, instituições e demais colaboradores podem cadastrar propriedades, maquinários, brigadas locais e outros recursos que possam ser empregados nas ações de combate às chamas, sob a coordenação do CBMMT.

Na prática, o SICRAIF funciona como um banco de dados dinâmico e estratégico, reunindo recursos humanos e materiais voluntários que podem ser acionados para auxiliar nas ações de combate a incêndios florestais e reforçar às ações dos bombeiros, de acordo com o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), tenente-coronel BM Rafael Ribeiro Marcondes.

Atualmente, o sistema já conta com 8.021 recursos, sendo 3.856 brigadistas, 3.421 maquinários, 1.238 propriedades, 696 equipamentos e 48 aeronaves cadastradas, fortalecendo significativamente a capacidade de resposta às emergências ambientais em Mato Grosso.

“O sistema não apenas otimiza o uso dos recursos disponíveis, como também fortalece o trabalho conjunto entre os parceiros e a corporação em situações de emergência. Com o SICRAIF, conseguimos mapear e distribuir equipes e equipamentos de forma mais estratégica, garantindo uma atuação rápida, eficiente e integrada no combate ao avanço das chamas”, reforçou o comandante.

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O tenente-coronel Marcondes destacou, ainda, que cada item cadastrado no sistema desempenha um papel essencial nas operações de combate aos incêndios florestais. Os maquinários, como tratores e caminhões-pipa, são fundamentais para a construção de aceiros, transporte de água e apoio logístico às frentes de combate.

As propriedades cadastradas contribuem com acesso estratégico, pontos de apoio e áreas seguras para a atuação das equipes em campo, facilitando o deslocamento e a estruturação das operações. As aeronaves também exercem uma função decisiva nas ações aéreas, sendo utilizadas tanto no reconhecimento e no monitoramento de áreas atingidas quanto no combate direto às chamas em regiões de difícil acesso terrestre.

Já os brigadistas representam um reforço valioso para as equipes em campo, especialmente no combate inicial em propriedades particulares, onde a resposta rápida pode evitar a propagação do fogo.

“Quando cada cidadão entende que sua ação individual pode fazer diferença, conseguimos formar uma rede de apoio forte, articulada e muito mais eficiente. Nenhum recurso é pequeno quando o objetivo é proteger vidas, o meio ambiente e nosso patrimônio natural”, afirmou o comandante do BEA.

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Adesão ao SICRAIF

A adesão ao sistema não é obrigatória, mas é fortemente recomendada pelo Corpo de Bombeiros. Os participantes têm a liberdade de escolher quais recursos desejam disponibilizar, e o simples cadastro não implica na obrigação de torná-los disponíveis de forma indiscriminada.

Por se tratar de recursos particulares, cada parceiro pode, a seu critério, selecionar quais itens deseja disponibilizar e em quais situações. Assim que cadastrados, recebem um selo de parceiro institucional, que identifica suas propriedades e equipamentos como colaboradores no combate aos incêndios florestais.

Todas as informações fornecidas estarão protegidas, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018). Para realizar o cadastro dos recursos, os interessados devem acessar o site oficial do SICRAIF. Clique aqui para ser um parceiro.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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