O Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso (CBMMT) participou, entre os dias 20 e 29 de outubro, do 1º Curso de Gestão e Resposta a Desastres, realizado na Academia de Bombeiro Militar do Distrito Federal.
A capacitação foi promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), e teve como objetivo fortalecer as capacidades das instituições de segurança pública e da Defesa Civil na gestão integrada de desastres, promovendo a articulação entre diferentes esferas do governo e setores da sociedade para prevenção, preparação, resposta e recuperação.
A primeira turma do curso reuniu 42 bombeiros militares de diferentes estados, promovendo a padronização de protocolos e o alinhamento técnico e operacional das forças estaduais.
Durante as 80 horas de atividades, distribuídas ao longo de duas semanas, foram abordados temas como geotecnologias aplicadas a desastres, Sistema de Comando de Incidentes (SCI), operações, planejamento e logística, além de simulações de cenários de desastre, nas quais os participantes puderam colocar em prática estratégias de coordenação e resposta em situações controladas com alta fidelidade operacional.
O curso se fundamentou nas diretrizes do Protocolo para Atuação Integrada em Situações de Desastres e contou com o apoio institucional do Conselho Nacional de Comandantes-Gerais dos Corpos de Bombeiros Militares (Ligabom), reforçando a integração nacional entre as corporações e os órgãos federais que compõem o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (SINPDEC).
O CBMMT contou com a atuação de dois docentes no evento, o tenente-coronel BM Rafael Ribeiro Marcondes e o major BM Lucas de Souza Brito, além da participação do major BM Rodrigo Silva como discente.
Em uma das falas no evento, o presidente do Ligabom, coronel Washington Luiz Vaz Júnior, destacou que “o curso foi um nivelamento nacional de bombeiros militares que estão na ponta, atuando na resposta a desastres”, e completou: “Um dia histórico para o Brasil, pois juntos somos fortes e unidos seremos imbatíveis”.
“Nossa participação neste curso reforçou o compromisso do CBMMT com a formação continuada, a padronização de procedimentos, a integração nacional das equipes, o profissionalismo e a excelência nas ações de prevenção e resposta a desastres, consolidando nosso protagonismo na proteção da sociedade”, afirmou o tenente-coronel BM Rafael Ribeiro Marcondes.
Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.
O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.
A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025. Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.
Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?
A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.
Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.
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