O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Alexandre Corrêa Mendes, participou de um encontro, nesta segunda-feira (24.07), com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, em Brasília. A reunião foi voltada para discussões de ações sobre o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), que busca a integração das forças de segurança nacionais.
Realizado na sede do Ministério, o encontro contou com a presença do secretário nacional de Segurança Pública, Tadeu Alencar, e de mais 25 comandantes-gerais das Polícias Militares de todo o país. A reunião teve como objetivo intensificar a inclusão dos estados nas discussões de segurança pública do Governo Federal e fortalecer o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), que prevê integração e compartilhamento entre União e Estados na execução das políticas de segurança pública.
O ministro Flávio Dino ressaltou a necessidade de padronização das medições de indicadores criminais, para que sejam gerados dados mais precisos e, com isso, refinadas as diretrizes e metas das políticas de segurança pública.
“Não existe Susp sem que exista o abraço dos gestores das três esferas da tese de que a segurança pública é um problema de todos nós. Nós vamos conseguir um resultado satisfatório e eficaz se a gente conseguir mobilizar mais dinheiro, e hoje nós temos esse embaraço, que é o retardamento do uso. Então, na medida das alçadas de competência de cada um, reforçamos esse apelo”, explicou Flávio Dino.
O comandante-geral da PMMT avaliou positivamente o encontro e ressaltou a importância da integração dos Estados para o combate à criminalidade. “Tivemos aqui conversas e alinhamentos necessários para continuarmos esse trabalho de parceria. Vivemos recentemente a operação Canguçu, onde o sucesso da ação só foi possível graças a rápida integração entre cinco Estados, que auxiliaram rapidamente a PM de Mato Grosso”, lembrou.
“Hoje, mais do que nunca, vemos que o crime não respeita fronteiras e precisamos estar aptos para atuarmos a todo momento em prol de defesa de toda a sociedade e do cidadão de bem”, pontuou o coronel Mendes.
*Com informações assessoria Ministério da Justiça e Segurança Pública
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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