O Governo de Mato Grosso, por meio do Edital MT Preservar da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está investindo na restauração de prédios históricos em Cuiabá. Nove imóveis receberam melhorias de infraestrutura, dentre os quais igrejas, residências e locais institucionais do centro histórico da capital mato-grossense.
O Edital MT Preservar contemplou imóveis pertencentes a pessoas físicas, organizações sociais e prefeituras mato-grossenses. As edificações atendidas abrangem comércios, residências, igrejas e locais institucionais, como museu e espaços culturais.
As propostas selecionadas receberam valores de R$ 50 mil, R$ 100 mil, R$ 200 mil e R$ 300 mil. Os recursos incluíram conservação e recuperação de fachadas e coberturas, além de adequação para acessibilidade e instalações elétricas, hidrossanitárias e de prevenção contra incêndio.
Durante o período de obras da Igreja Senhor dos Passos
A obra já entregue e concluída da Igreja Nosso Senhor dos Passos recebeu serviços de manutenção, como restauração e conservação da pintura.
Outro prédio contemplado foi o da Casa das Pretas, sede do Instituto de Mulheres Negras de Mato Grosso (IMUNE), onde os trabalhos envolveram conservação e manutenção da fachada e cobertura. Assim como um imóvel residencial localizado na rua Galdino Pimentel, que também recebeu manutenção em sua cobertura.
Localizado na Rua Pedro Celestino, próximo à Praça da Mandioca, um imóvel pertencente ao Abrigo Bom Jesus recebeu, por meio do edital, estabilização e manutenção predial. “É muito importante que através do MT Preservar consigamos aportar recurso para valorizar o Centro Histórico da nossa capital. São melhorias que buscam manter os prédios em boas condições e preservar a história, além de fomentar mão de obra local, específica e qualificada”, pontuou o superintendente de Preservação do Patrimônio Histórico e Museológico da Secel, Robinson Araújo.
Estão ainda em andamento as obras do prédio da Igreja da Boa Morte, tombada como patrimônio histórico do Estado, e mais quatro imóveis residenciais que passam por serviço de estabilização estrutural, manutenção e conservação predial e de suas coberturas. Segundo o superintendente da Secel, a previsão de entrega é ainda neste ano.
“São obras que nos orgulham muito, presentes que a gente quer entregar de volta para a sociedade cuiabana. Estamos ansiosos, inclusive, para a finalização das obras da Secel como a restauração do Museu Histórico, espaço que conta a história de Mato Grosso e do nosso povo. A obra retrofit do Grande Hotel que será muito bem aproveitado pela turma da economia criativa, assim como a Casa dos Governadores, que passa por melhorias de conservação e manutenção predial”, afirmou o secretário titular da Secel, Jefferson Carvalho Neves.
O secretário ressalta que o investimento trará retorno para a população cuiabana e visitantes, pois além de aprimorar a experiencia turística deverá movimentar a cadeia econômica do município. “São espaços que tem um potencial gigantesco para levar vida para o Centro Histórico de Cuiabá e para que a cidade tenha cada vez mais vocação para o turismo. Então estamos trabalhando dia e noite para acelerarmos a entrega desses espaços tão importantes para a sociedade mato-grossense”, finalizou Jefferson.
A Polícia Civil de Mato Grosso, deflagrou nesta terça-feira (30.6), a Operação Partilha, para cumprimento de nove mandados judiciais para esclarecer um furto qualificado ocorrido em uma fazenda no município de Confresa.
A investigação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Confresa, apura o crime que resultou na subtração de R$ 350 mil em dinheiro, cinco armas de fogo, joias, entre outros objetos.
As ordens judiciais foram decretadas pela Justiça em desfavor de três suspeitos envolvidos no crime. Sendo cumpridas em Confresa, Sinop, Peixoto de Azevedo, São José do Xingu (distrito de Santo Antônio do Fontoura), Porto dos Gaúchos e na cidade de Novo Progresso, no Estado do Pará.
Os mandados de busca e apreensão domiciliar, inclusive na modalidade itinerante, afastamento do sigilo de dados telefônicos e telemáticos e o acesso e extração dos dados dos dispositivos apreendidos, foram expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Barra do Garças.
A ação visa recuperar as armas, joias e o valor que foram subtraídos da vítima, além de outros materiais como celulares, tablets e notebook, essenciais para o esclarecimento das negociações e transações financeiras referentes à partilha do produto do crime.
A operação coordenada pela Derf conta com o apoio das Delegacias de Confresa, São José do Xingu e Santa Cruz do Xingu, das Delegacias Regionais de Guarantã do Norte, Sinop e Juína, e da Polícia Civil do Pará.
O crime
O furto qualificado foi praticado em uma propriedade rural em Confresa, na madrugada de 23 de setembro de 2024, quando os autores arrombaram cofres no interior da residência e subtraíram cerca de R$ 350 mil em espécie, além de joias e cinco armas de fogo.
Apuração
Durante diligências a equipe da Derf de Confresa identificou a atuação de grupo com divisão de tarefas entre os investigados. Os três alvos da operação são apontados como o informante (prestador de serviço com acesso ao interior da casa), o executor e o responsável pela logística do plano criminoso e pela destinação das armas de fogo furtadas.
Conforme a delegada da Derf de Confresa, Karen Amaral Makrakis, no decorrer da investigação foi encontrado registro da partilha entre os suspeitos, além de áudios, mensagens e fotografia de arma subtraída localizada em um aparelho celular.
“A precisão do furto dirigida exatamente aos bens guardados na casa, indicou desde o início que o grupo teria agido com informação privilegiada sobre o local e o conteúdo dos cofres. Os indícios revelaram a atuação de um grupo estruturado, com divisão de tarefas e posterior repartição do produto do crime entre os envolvidos, parte do qual chegou a ser negociada”, destacou a delegada.
Partilha
O nome da operação faz referência ao documento manuscrito apreendido durante as investigações, no qual os próprios envolvidos haviam anotado como dividiram entre si o produto do furto, cada um com a sua parte em armas, joias e valores, de modo que, se a partilha dividiu o espólio entre os envolvidos, é também a palavra que dá nome à resposta do Estado, a operação destinada a desfazer essa divisão.
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