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CGE lança sistema que permite monitoramento e correção proativa de questões administrativas

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A Controladoria-Geral do Estado de Mato Grosso (CGE-MT) lançou, nesta quinta-feira (15.02), o CGE Alerta, uma ferramenta de monitoramento e correção de situações consideradas “atípicas” nos órgãos e entidades estaduais.

Desenvolvido pela Unidade de Inteligência da CGE, o programa cruza dados de diversos sistemas do Governo para identificar situações que demandem ações corretivas na gestão administrativa dos órgãos e entidades estaduais, nas áreas de pessoal, contratação, financeiro, planejamento/orçamento e convênios/transferências.

“O CGE Alerta emerge como uma ferramenta estratégica, colocando Mato Grosso na vanguarda da inovação em governança pública”, observa o secretário-controlador geral do Estado, Paulo Farias.

A analista de projetos da CGE-MT, Ingrit dos Anjos Gomes, destaca que o diferencial do CGE Alerta é sua capacidade de agir proativamente. “Ao detectar situações incomuns, o sistema gera, automaticamente, e-mails direcionados aos gestores responsáveis pelo assunto em questão em cada secretaria”, explica.

Além disso, a ferramenta oferece sugestões de providências a serem adotadas para a correção imediata da situação. Essa abordagem proativa permite que as áreas responsáveis ajam rapidamente, antes mesmo de uma intervenção regular da CGE ou de outros órgãos de controle.

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Com essa iniciativa, a CGE reforça seu compromisso com a modernização dos processos de controle interno, proporcionando maior agilidade e eficiência na identificação e correção de irregularidades, como parte da premissa de ajudar os órgãos e entidades a aprimorar sua atuação.

Inicialmente, o CGE Alerta se concentra em duas trilhas específicas: área de pessoal e financeira. Na área de pessoal, a ferramenta monitora licenças superiores a 24 meses, inassiduidade habitual, abandono de cargo, férias e licenças-prêmios acumuladas. Já na área financeira são acompanhadas trilhas sobre diárias sem prestação de contas, adiantamento sem prestação de contas e execução orçamentária dos programas governamentais.

Novas trilhas de monitoramento serão adicionadas à ferramenta conforme a CGE identificar áreas críticas que demandem uma análise mais aprofundada e ações corretivas proativas.

Para o construção do sistema, neste primeiro momento, a CGE apresentou a ferramenta a servidores das Unidades Setoriais de Controle Interno (Unisecis) da MTI, Sefaz, Sema e Sesp para contribuições.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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