MATO GROSSO

Centro Estadual de Odontologia realizou mais de 69 mil procedimentos nos últimos cinco anos

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O Centro Estadual de Odontologia para Pacientes Especiais (Ceope), realizou, nos últimos cinco anos, mais de 69 mil procedimentos odontológicos em pacientes de todos os 142 municípios do Estado. O centro é referência em atendimentos de especialidades hospitalares como: periodontia especializada, cirurgia oral, endodontia, dentística, pediatria, prótese e diagnóstico bucal, com ênfase na detecção do câncer de boca.

O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, ressaltou a importância da unidade, que atendeu mais de 5200 pacientes entre janeiro e fevereiro de 2024.
 

“O Ceope tem um histórico de trabalhos prestados à sociedade que orgulha a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), fortalecendo a perspectiva do atendimento inclusivo, e hoje conta com mais de 11 mil usuários cadastrados. São pacientes de todo o Estado que confiam e acreditam no trabalho feito por essa equipe e, acima de tudo, que têm a oportunidade de realizar um tratamento completo e eficaz”, destacou.

A diretora do Ceope, Martha Maria Pereira, afirmou ter vários motivos para celebrar, em especial nesta quarta-feira (20.03), no Dia Mundial da Saúde Bucal.
“São 18 anos de serviços prestados à população de Mato Grosso. Enfrentamos diversos desafios e vitórias no atendimento de todos os pacientes que procuram por atendimento aqui no Ceope. No geral, atendemos pacientes com deficiência e que precisam de uma atenção especial, um cuidado na hora de passar por um tratamento bucal. Os nossos profissionais têm experiência e estão preparados para atender os pacientes com patologias sistêmicas crônicas, alterações genéticas, com distúrbio neurológico grave e demais perfis”, contou.
 

Martha ainda reforçou que o atendimento clínico e preventivo do diagnóstico do câncer de boca é ofertado a toda população, sem que haja necessidade de regulação como os demais pacientes.

“A nossa unidade presta serviços odontológicos especialmente para pacientes regulados e também realizamos exame clínico preventivo ao câncer de boca, como forma de contribuir para toda a população com diagnósticos que possam prevenir e orientar”, pontuou.
 

Projeto Educação Especial

O Ceope trabalha em um projeto realizado nas Escolas Estaduais de Educação Especial, com objetivo de melhorar a saúde bucal da pessoa com deficiência, evitando as doenças originadas na cavidade oral e o agravamento de doenças sistêmicas.
 

O projeto enfatiza a importância da corresponsabilização por parte dos familiares, professores e cuidadores quanto à execução e manutenção diária do cuidado com os dentes dos alunos. A ação é realizada através de uma capacitação dos professores, cuidadores, pais ou responsáveis, voltada para a orientação de técnicas de escovação e manejo do comportamento, respeitando as particularidades de cada aluno durante a higienização.

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Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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