A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), por meio da Central de Interpretação de Libras (CIL), iniciou nesta quarta-feira (2.7) o atendimento inclusivo com intérpretes de Libras durante o Mutirão do Programa SER Família, na unidade do Ganha Tempo Ipiranga, em Cuiabá. A iniciativa segue até esta quinta-feira (3.7).
A participação da Central de Interpretação de Libras tem como objetivo garantir o acesso da comunidade surda às inscrições do programa, idealizado pela primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, que é defensora ativa das causas sociais e da inclusão.
“O Programa SER Família é uma política pública que visa alcançar todos, sem deixar ninguém para trás. A inclusão da comunidade surda nesse mutirão é um exemplo do nosso compromisso com a população. Fico feliz em ver a atuação da CIL promovendo cidadania e dignidade a quem mais precisa”, destacou a primeira-dama.
Por meio da atuação dos intérpretes da CIL, o mutirão proporciona um ambiente acessível e acolhedor, permitindo que pessoas surdas possam realizar o cadastro no programa e buscar informações de forma clara e eficiente.
De acordo com Fátima Auxiliadora de Souza, moradora do CPA 4, é uma inclusão fundamental para as pessoas surdas.
Fátima Auxiliadora – Foto Por: João Reis “Geralmente somos carentes de informações, muitos estão em situação de vulnerabilidade e não têm conhecimento dessas ações. Agradeço à CIL e à Setasc, pois esse trabalho facilita muito a nossa comunicação e garante que nossos direitos sejam respeitados”, afirmou.
O secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes Haagsma, ressaltou a importância de ações como essa no fortalecimento da inclusão social.
“A atuação da Central de Libras nos mutirões do SER Família reforça nosso compromisso com uma política pública acessível, que reconhece e respeita as diversidades. Estamos trabalhando para que todos os cidadãos, sem exceção, tenham acesso aos programas sociais do Governo de Mato Grosso”, afirmou o secretário.
Para Daize Maria dos Santos, moradora do Centro da Capital, a ação marca um importante passo para a população surda, no acesso aos benefícios dos quais lhe são permitidos.
“Agradeço por este trabalho, pois traz visibilidade e equidade para os surdos. O trabalho de interpretação de libras oferecido pela CIL, fortalece a busca pelos nossos direitos, além de termos acesso de forma eficiente e completa de informações. Agradeço à Setasc e a CIL pelo atendimento e por esta ação”, concluiu.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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