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Apoio do Governo de Mato Grosso ao audiovisual leva produção do Estado ao Prêmio Grande Otelo 2026

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A política de incentivo ao audiovisual do Governo de Mato Grosso alcançou reconhecimento nacional com as indicações do filme “Cinco Tipos de Medo” ao Prêmio Grande Otelo 2026, promovido pela Academia Brasileira de Cinema. A produção contou com investimentos viabilizados pelo Estado por meio de editais executados pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) e em parceria com a Agência Nacional do Cinema (Ancine), que contribuíram para sua produção e finalização.

A obra foi contemplada pela Secel no edital Cinemotion de Produção Audiovisual – edição Lei Paulo Gustavo – que assegurou a finalização do longa-metragem. O Governo de Mato Grosso viabilizou investimentos para a produção por meio do edital de Arranjos Regionais em parceria com a Agência Nacional do Cinema (Ancine).

O diretor, roteirista e produtor mato-grossense Bruno Bini Bruno indicado nas categorias de Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Montagem destaca a importância das políticas públicas culturais para o fortalecimento do setor audiovisual brasileiro. “Nenhum setor produtivo se desenvolve sem investimento estruturado, e com o cinema não é diferente. A validação de um filme produzido em Mato Grosso pela Academia Brasileira de Cinema demonstra a importância de manter e fortalecer essas políticas para que novas vozes e histórias continuem chegando às telas”, frisa.

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As indicações marcam um feito inédito para o audiovisual de Mato Grosso: é a primeira vez que um longa-metragem produzido em Mato Grosso conquista indicações em categorias competitivas da principal premiação do cinema brasileiro.

Cinco Tipos de Medo acompanha personagens cujas vidas se cruzam em meio a uma espiral de violência, medo e decisões extremas. O filme teve sua premiére nacional em 2025 no Festival de Cinema de Gramado, onde conquistou quatro Kikitos, incluindo o prêmio de Melhor Filme. O reconhecimento da Academia Brasileira de Cinema amplia a trajetória de destaque da produção, consolidando Cinco tipos de Medo entre os principais títulos do cinema nacional contemporâneo.

Além das premiações, o filme construiu uma trajetória internacional relevante, com exibições em festivais e mostras no Brasil e no exterior, passando por eventos como o Festival Internacional do Novo Cinema Latino-Americano de Havana, o Chicago Latino Film Festival, o Festival de Cinema Brasileiro de Paris e o LatCinema Fest, em Barcelona. A circulação da obra reforça o potencial de histórias produzidas fora dos grandes centros do país alcançarem públicos diversos e se conectarem com diferentes culturas.

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As indicações ao Grande Otelo representam mais um marco na trajetória da produção e reforçam o crescimento do audiovisual realizado fora dos grandes centros tradicionais do país. Para Bruno Bini, “as indicações confirmam a capacidade da produção audiovisual mato-grossense de dialogar com o mercado nacional em alto nível. Estou muito feliz em ver nossa produção ocupar esse espaço nesse momento tão especial para o cinema brasileiro”.

Os vencedores do Prêmio Grande Otelo 2026 serão anunciados em cerimônia promovida pela Academia Brasileira de Cinema no dia 4 de agosto, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro (RJ).

Cinco Tipos de Medo foi produzido pela Plano B Filmes e Druzina Content, com coprodução da Quanta e distribuição nacional a cargo da Downtown Filmes.

Com Assessoria

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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