Mato Grosso é o primeiro estado a realizar a Conferência Estadual de Cultura em 2023, com o objetivo de construir politicas sólidas para o setor. A retomada da quinta edição do evento deve reunir cerca de 400 pessoas para debater e propor políticas públicas para o desenvolvimento cultural no Estado, entre esta terça-feira e quinta-feira (24 a 26.10)
A ação reafirma o compromisso do Estado com a democratização e o acesso à cultura.
“Graças à gestão do governador Mauro Mendes, tivemos investimentos recordes na cultura nos últimos quatro anos. Nosso objetivo é avançar cada vez mais na construção de políticas sólidas para o estado”, destacou o secretário de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso, Jefferson Carvalho Neves, durante a abertura oficial do evento realizada na noite dessa terça-feira (24.10).
O tema deste ano é Democracia e Direito à Cultura, seguindo o direcionamento da Conferência Nacional de Cultura, agendada para o período entre 4 e 8 de março de 2024, em Brasília.
“Andamos por muitos quilômetros, de cidade em cidade, para chegarmos até aqui, dialogando, propondo e construindo para a cultura do estado e também para o Brasil. Não se faz cultura sozinho, se faz cultura no coletivo e toda essa construção fará com que a gente recupere e atualize o Plano Estadual de Cultura, consolidando assim, o Sistema Nacional”, afirmou o presidente do Conselho Estadual de Cultura, Taba.
A Conferência, organizada pela Secel, é aberta ao público e conta com uma programação de palestras, oficinas e encontros dos grupos temáticos em preparação à Conferência Nacional de Cultura. Em Mato Grosso, participam os eleitos nas conferências locais e/ou regionais, gestores públicos municipais e estaduais, além de membros do Conselho Estadual de Cultura.
“Para uma gestão estadual fortalecida é importante fortificar os municípios, porque é na ponta que a cultura acontece. Foi em diálogo com vocês e entendendo essa parceria, que saímos de 24 municípios participando dos nossos programas para um espaço recorde de 119 municípios envolvidos e trabalhando junto com o estado”, ressaltou o secretário adjunto de Cultura, Jan Moura.
A abertura oficial do evento foi realizada no Hotel Fazenda Mato Grosso, com participação dos representantes dos municípios e autoridades, como o secretário-chefe da Casa Civil Fabio Garcia, o deputado Beto Dois a Um, o vereador por Cuiabá Johnny Everson, além de membros do Ministério da Cultura e da Fiemt.
Programação
25 de outubro 9:30 – 12:00 – Discussões nos Grupos de Trabalho (GTs) – 6 Eixos temáticos 14:00 – 18:00 – Continuidade das discussões nos GTs / Aprovação das propostas na plenária 18:00 – Jantar e Apresentações culturais
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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