Várzea Grande

Vigilância em Saúde capacita profissionais para aprimorar notificações de violência no SINAN

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A Vigilância em Saúde, por meio da Gerência de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, realizou a Oficina de Capacitação Teórica e Prática para o Preenchimento da Ficha de Notificação de Violência Interpessoal e Autoprovocada do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN).

O objetivo foi qualificar o registro das notificações no SINAN, reduzindo as subnotificações e garantindo dados epidemiológicos mais precisos para o planejamento de políticas públicas de prevenção e proteção, além de fortalecer a Rede de Atenção à Saúde (RAS) do município.

De acordo com a enfermeira da Vigilância Epidemiológica, Maria José Neves, a atividade reuniu 25 profissionais estratégicos da Atenção Secundária da Rede Municipal de Saúde.

“O treinamento foi voltado ao desenvolvimento de competências técnicas indispensáveis para que as equipes consigam identificar precocemente os sinais de violência, realizar o registro correto das informações e encaminhar as vítimas, de forma ágil e segura, aos órgãos de proteção competentes”, explicou.

A capacitação incluiu a formação de grupos de trabalho para discussão de casos, troca de experiências e aprimoramento dos atendimentos. Toda a programação foi realizada na sede do CAPS III.

Segundo a gestora pública da Superintendência de Vigilância em Saúde, Amarantha Tatys Pereira Pinto, a Vigilância Epidemiológica identificou falhas recorrentes no preenchimento das fichas do SINAN, o que motivou a ampliação das ações de matriciamento — estratégia que já ocorre de forma contínua entre a Vigilância Epidemiológica e os profissionais que atuam na assistência, como nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Pronto-Socorros (PS), Serviço de Assistência Especializada (SAE), entre outros.

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Como parte dessa iniciativa, foi elaborado um cronograma de oficinas temáticas que seguirá até novembro deste ano, contemplando outras doenças e agravos de notificação compulsória, como tuberculose, hanseníase e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

“Uma ficha preenchida corretamente, com informações consistentes e completas, fornece dados valiosos para que a Vigilância Epidemiológica compreenda o cenário de saúde do território e da população atendida. Informações de qualidade garantem maior confiabilidade aos dados e permitem identificar surtos precocemente, orientando ações rápidas de prevenção e controle para proteger a população”, destacou Amarantha.

A subnotificação e o preenchimento inadequado das fichas oficiais ainda representam obstáculos históricos para o desenvolvimento de políticas públicas eficazes. Ao qualificar esse processo, a Secretaria Municipal de Saúde amplia significativamente a precisão dos indicadores epidemiológicos.

Dados mais confiáveis permitem mapear a real dimensão dos problemas de saúde no município, identificar os grupos mais vulneráveis e planejar intervenções mais efetivas.

“A qualificação das notificações não é apenas um ato burocrático, mas uma ferramenta fundamental de gestão e proteção social. Quando o profissional de saúde preenche a ficha de forma adequada, ele dá visibilidade a uma situação de vulnerabilidade e aciona uma rede de proteção que pode salvar vidas”, ressaltou Amarantha Tatys.

FORTALECIMENTO DA REDE DE PROTEÇÃO

O impacto da capacitação também se reflete no fortalecimento de uma rede pública de saúde mais preparada, humanizada e integrada aos demais setores da assistência e da segurança pública. O correto encaminhamento dos casos garante que as vítimas recebam atendimento multiprofissional adequado, contribuindo para interromper ciclos de violência interpessoal e oferecer suporte psicológico às pessoas em situação de violência autoprovocada.

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Entre os principais benefícios do preenchimento correto das fichas do SINAN estão:

  • Subsidiar a elaboração de políticas públicas, com informações detalhadas sobre faixa etária, localização e perfil das vítimas, permitindo melhor planejamento e distribuição de recursos;
  • Reduzir subnotificações e erros de preenchimento, evitando falhas que comprometem a tomada de decisões pelos gestores;
  • Garantir direitos aos pacientes, facilitando o acesso a medicamentos, exames, acompanhamento especializado e demais serviços da rede de saúde.

“É importante ressaltar que qualquer profissional de saúde responsável pelo atendimento do paciente pode e deve preencher a ficha de notificação do SINAN”, reforçou Amarantha Tatys.

A gestora destaca ainda que o preenchimento adequado das notificações é uma responsabilidade legal e institucional tanto dos serviços públicos quanto privados de saúde. Por isso, treinamentos periódicos são fundamentais para garantir que os profissionais saibam exatamente quais informações registrar, evitando dados incompletos ou inconsistentes.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Saúde de Várzea Grande recebe nova carga de insumos e reforça estoque da rede municipal

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A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande recebeu, nesta terça-feira (6), mais uma carga de insumos destinada ao abastecimento da rede municipal. Desta vez, uma carreta levou ao Centro de Armazenamento e Distribuição de Insumos e Medicamentos (CADIM) materiais essenciais e de uso frequente no dia a dia das unidades de saúde.

Entre os produtos recebidos estão 60 mil unidades de soro de 100 ml, 15 mil frascos com 50 tiras cada para testes de glicemia — totalizando 750 mil tiras —, 500 aparelhos para aferição de glicemia, 60 mil eletrodos, 75 mil equipos e duas mil caixas de luvas de procedimento tamanho G.

A nova remessa integra o trabalho de recomposição e manutenção dos estoques da Secretaria Municipal de Saúde. O material atenderá toda a rede, desde as unidades da Atenção Básica até os serviços de urgência e emergência, incluindo as duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) — Ipase e Cristo Rei — e o Hospital e Pronto-Socorro Municipal.

O CADIM é responsável por receber, armazenar, controlar e distribuir medicamentos e insumos utilizados pelos diferentes serviços que compõem a rede municipal de Saúde de Várzea Grande.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Michael Alves, o abastecimento do CADIM é resultado de um trabalho contínuo de planejamento e organização para atender às necessidades das unidades e, principalmente, dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) em Várzea Grande.

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“Esse carregamento faz parte de um trabalho intenso de planejamento e organização para que todas as nossas unidades estejam abastecidas e, consequentemente, os usuários do SUS em Várzea Grande sejam devidamente assistidos, com os medicamentos e insumos necessários aos tratamentos e aos processos de cuidado. E esse é apenas o começo. Ainda temos muitos medicamentos e insumos para chegar ao CADIM”, destacou o secretário.

DISTRIBUIÇÃO COMEÇA NESTA SEMANA

Antes de chegarem às unidades, todos os produtos recebidos passam pelo processo de conferência, registro e catalogação no sistema do CADIM. Depois dessa etapa, os materiais são separados e organizados para a logística de distribuição, considerando as necessidades e o consumo de cada serviço.

A previsão é que os insumos desta nova remessa comecem a deixar o CADIM ainda nesta semana para abastecer as unidades da rede municipal.

Além dos materiais recebidos nesta terça-feira, novas remessas de medicamentos e insumos já chegaram, e outras estão previstas para chegar à central, dando continuidade ao processo de recomposição e manutenção dos estoques da Saúde municipal.

TRABALHO AGILIZADO

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A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande fez recentemente a aquisição de uma nova empilhadeira para atender às demandas do CADIM. O equipamento substitui uma empilhadeira que era alugada pelo Município desde 2019 e que, além de apresentar problemas frequentes, já estava defasada.

O aluguel custava cerca de R$ 9 mil por mês, o que representava uma despesa de aproximadamente R$ 108 mil por ano. Com a aquisição do novo equipamento, a Secretaria deixa de ter esse custo mensal e passa a contar com um patrimônio próprio, garantindo mais segurança e agilidade nas atividades de armazenamento e movimentação dos materiais.

Na manhã desta terça-feira, por exemplo, o veículo, 100% elétrico e com apenas 20 horas de uso, foi essencial para a descarga rápida e eficiente dos materiais, que estavam acondicionados em caixas de grandes volumes.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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