Várzea Grande

Viação e Obras e DAE unem forças para modernizar captação e combater crise hídrica

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Atualmente, as bombas operam sem proteção adequada, o que as torna vulneráveis às falhas e aumenta o consumo de energia

Em resposta à crise hídrica que afeta Várzea Grande, a secretaria de Viação e Obras, sob o comando do secretário Celso Luiz Pereira, está trabalhando em parceria com o Departamento de Água e Esgoto (DAE) para implementar melhorias emergenciais e de longo prazo na Estação de Captação de Água da Guarita, que alimenta a Estação de Tratamento II, a ETA da Júlio Campos. A ação foi solicitada pela prefeita Flávia Moretti (PL).

Durante a visita in loco, liderada pela prefeita, foi identificada a falta de condições técnicas da estação, agravada por um incêndio no ano passado que destruiu a Central de Equipamentos. Atualmente, as bombas operam sem proteção adequada, o que as torna vulneráveis às falhas e aumenta o consumo de energia. Além disso, a área sofre com furtos de cabos, que interrompem o funcionamento dos motores e causam prejuízos significativos.

“Em uma ação emergencial, a secretaria de Viação e Obras, em conjunto com a secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, formou uma força-tarefa para fazer a limpeza das imediações”, explicou Celso Luiz Pereira. Ele destacou que estão sendo instalados sistemas de iluminação e câmeras de vigilância com tecnologia avançada, conectadas via fibra óptica à central de controle, para coibir furtos e aumentar a segurança no local.

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O secretário também anunciou um projeto de modernização, que incluirá a construção de novas casas de equipamentos e a instalação de sistemas eletrônicos de proteção e monitoramento. “Com isso, esperamos reduzir o consumo de energia entre 20% a 30%, além de garantir maior eficiência operacional”, afirmou Pereira. A iniciativa visa aliviar a pressão sobre o orçamento do DAE, permitindo que a autarquia invista em outras áreas críticas.

COMPROMISSO COM A POPULAÇÃO – O secretário Celso Luiz Pereira reforçou o compromisso da administração municipal em resolver a crise hídrica. “Estamos trabalhando dia e noite para garantir que a população tenha acesso à água. As melhorias na estação de captação da Guarita são um passo importante, mas também precisamos do apoio da comunidade para coibir vandalismos e garantir a eficiência do sistema”, afirmou.

A prefeita Flávia Moretti destacou a importância da parceria entre as secretarias e o DAE. “Essa união de esforços é fundamental para superarmos essa crise e entregarmos um serviço de qualidade à população”, disse.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Mordida de cachorro: saiba quando é necessário tomar vacina antirrábica

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Uma simples mordida ou arranhão de cachorro pode exigir atenção. Em casos de acidentes com animais domésticos ou de rua, o paciente deve procurar uma unidade de saúde para avaliação médica, já que existe o risco de transmissão da raiva, doença grave e quase sempre fatal após o aparecimento dos sintomas.

De acordo com a enfermeira da Vigilância em Saúde, Maria José Neves, a primeira medida após a mordida é lavar o local com água corrente e sabão em abundância, além de procurar atendimento médico o mais rápido possível.

ANIMAIS DOMÉSTICOS – Se o animal for domiciliado, saudável e puder ser acompanhado, a orientação é mantê-lo em observação por 10 dias. Durante esse período, é importante verificar se o cachorro apresenta mudanças bruscas de comportamento, como agressividade, salivação excessiva, dificuldade para engolir, medo da água, tendência a se esconder da claridade, paralisia ou sinais neurológicos.

Caso o animal permaneça saudável ao final dos 10 dias, normalmente não há necessidade de completar o esquema antirrábico. Porém, se o cachorro adoecer, morrer ou desaparecer nesse período, a pessoa deve retornar imediatamente ao serviço de saúde para iniciar ou complementar a vacinação.

ANIMAIS DE RUA – Nos casos envolvendo cães de rua ou animais desconhecidos, que não podem ser observados, a recomendação é iniciar a profilaxia antirrábica, conforme avaliação médica.

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O esquema vacinal geralmente é realizado em quatro doses, aplicadas nos dias 0 (dose inicial), 3, 7 e 14. Em situações consideradas graves, também pode ser necessário o uso do soro antirrábico.

Entre os casos considerados graves estão mordidas profundas, múltiplos ferimentos, lesões em mãos, pés, rosto e mucosas, além de ataques de animais silvestres ou morcegos.

SINTOMAS EM HUMANOS – Os primeiros sintomas da raiva em seres humanos podem incluir febre, dor de cabeça, mal-estar, fraqueza e sensação de formigamento ou dor no local da mordida. Com a evolução da doença, o paciente pode apresentar ansiedade, agitação, dificuldade para engolir, espasmos musculares, confusão mental e paralisia. Após o surgimento dos sintomas, a doença apresenta alta taxa de mortalidade.

CUIDADOS IMPORTANTES – Além da vacina contra a raiva, a equipe de saúde também avalia a necessidade de vacina antitetânica e uso de antibióticos, dependendo da gravidade do ferimento.

Maria José alerta que a raiva não tem cura e pode levar à morte caso o paciente desconsidere a importância de uma avaliação médica após mordedura de animal.

“Muitas vezes não levamos a sério a mordida de um cão ou gato, e isso pode resultar em algo muito grave se não tomarmos os cuidados necessários”, alerta a enfermeira.

A médica veterinária do Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande (CCZ-VG), Amanda Nunes, orienta a população a evitar contato com animais desconhecidos, principalmente cães e gatos em situação de rua, além de nunca tocar em morcegos ou animais silvestres.

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“É de suma importância que a população, principalmente crianças e pessoas curiosas, não toque em animais que não conhece, nem em animais de rua ou silvestres, como capivaras. Eles podem transmitir a raiva”, reforça.

ATENDIMENTO NO MUNICÍPIO – Em Várzea Grande, pacientes vítimas de mordidas podem buscar atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e no Hospital e Pronto-Socorro de Várzea Grande (HPSVG) para avaliação e encaminhamento da vacina antirrábica humana.

No município, a raiva animal está erradicada desde 2015. A equipe do CCZ segue monitorando a situação para manter Várzea Grande livre da doença.

A veterinária Amanda Nunes orienta que, em casos suspeitos ou para mais informações sobre a doença, a população pode entrar em contato com o Centro de Controle de Zoonoses pelo WhatsApp (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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