Várzea Grande

Procon-VG orienta sobre uso do cartão de crédito consignado e a cultura do endividamento

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Uso sem responsabilidade pode levar ao superendividamento e à inadimplência

O Cartão de Credito Consignado vem se tornando uma modalidade bastante popular, especialmente junto aos servidores públicos e aposentados/pensionistas, já que parte do débito mensal vai direto para a folha de pagamento. Mas essa pode não ser a melhor para acesso do crédito, que em muitas das vezes, é buscado como forma de contratação de empréstimo. O alerta vem do Procon de Várzea Grande.

Muitos servidores e beneficiários recorrem a essa modalidade por já estarem com margens salariais comprometidas com outros empréstimos, como os consignados, que também têm desconto direto em folha.

É com base nessas realidades e no volume de reclamações que chegam ao Procon Municipal que a coordenadora Carolina Moreira, reforça a necessidade de cuidados na contratação de dívidas. “A melhor opção é a pessoa ter o controle da situação e trabalhar com as suas possibilidades”.

A coordenadora cita algumas sugestões para a população não entrar em mais uma dívida, especialmente as citadas acima que são de longo prazo: até oito anos para quitar! “Precisa analisar o que estão contratando. Se é tomada de crédito ou cartão consignado, que mesmo tendo um percentual descontado em folha, tem de ser pago de forma integral, assim como qualquer outro cartão de crédito do mercado”.

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“As dívidas precisam ser olhadas com calma para uma melhor administração da quitação desse saldo devedor. Cada um tem uma realidade financeira para conseguir solucionar e quitar as suas contas. A primeira coisa a se fazer é preciso mudar a forma de pensar, quando se trata de salário e contas, para pagar e regularizar as contas, o caminho pode ser de primeira até uma nova fonte de renda, administrar bem e evitar o ‘pagar a conta e fazer outra’, que se torna um perigoso ciclo vicioso”, reforça Carolina.

E completa: “O que é preciso ter saúde financeira, fazer uma educação financeira para que nossas futuras gerações, nossas crianças, tenham esse conhecimento e não se tornem um endividado compulsório no dia a dia”, salienta Carolina.

Carolina relata que os aposentados são os mais afetados, que buscam esse meio para tentar ajudar sua família e depois se pegam no endividamento, às vezes a pessoa precisa da mudança de vida e organização financeira. “São empréstimos irresponsáveis, porque são vendedores que não conhecem o perfil da pessoa e só pega e vai oferecendo ao cliente, porque precisa bater meta e não analisa a vida da pessoa”, pontuou.

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SERVIÇOS DO PROCON-VG:

– É feita a análise de cada pessoa que busca o Procon para organizar a vida financeira por meio de uma planilha técnica.

– Está sendo firmado um Termo de Cooperação com a União das Faculdades Católicas de Mato Grosso (Unifacc) para ajudar à pessoa endividada por meio de educação financeira, com atendimento de psicólogo, contador e incentivo ao empreendedorismo, como forma de gerar uma nova renda.

– O consumidor pode vir até a sede do Procon VG, localizada no Paço Municipal, ou ainda na Subprefeitura do Cristo Rei, sempre de segunda à sexta, das 8h até às 14h.

– Há também um telefone de contato: o 3688-8056.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Mordida de cachorro: saiba quando é necessário tomar vacina antirrábica

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Uma simples mordida ou arranhão de cachorro pode exigir atenção. Em casos de acidentes com animais domésticos ou de rua, o paciente deve procurar uma unidade de saúde para avaliação médica, já que existe o risco de transmissão da raiva, doença grave e quase sempre fatal após o aparecimento dos sintomas.

De acordo com a enfermeira da Vigilância em Saúde, Maria José Neves, a primeira medida após a mordida é lavar o local com água corrente e sabão em abundância, além de procurar atendimento médico o mais rápido possível.

ANIMAIS DOMÉSTICOS – Se o animal for domiciliado, saudável e puder ser acompanhado, a orientação é mantê-lo em observação por 10 dias. Durante esse período, é importante verificar se o cachorro apresenta mudanças bruscas de comportamento, como agressividade, salivação excessiva, dificuldade para engolir, medo da água, tendência a se esconder da claridade, paralisia ou sinais neurológicos.

Caso o animal permaneça saudável ao final dos 10 dias, normalmente não há necessidade de completar o esquema antirrábico. Porém, se o cachorro adoecer, morrer ou desaparecer nesse período, a pessoa deve retornar imediatamente ao serviço de saúde para iniciar ou complementar a vacinação.

ANIMAIS DE RUA – Nos casos envolvendo cães de rua ou animais desconhecidos, que não podem ser observados, a recomendação é iniciar a profilaxia antirrábica, conforme avaliação médica.

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O esquema vacinal geralmente é realizado em quatro doses, aplicadas nos dias 0 (dose inicial), 3, 7 e 14. Em situações consideradas graves, também pode ser necessário o uso do soro antirrábico.

Entre os casos considerados graves estão mordidas profundas, múltiplos ferimentos, lesões em mãos, pés, rosto e mucosas, além de ataques de animais silvestres ou morcegos.

SINTOMAS EM HUMANOS – Os primeiros sintomas da raiva em seres humanos podem incluir febre, dor de cabeça, mal-estar, fraqueza e sensação de formigamento ou dor no local da mordida. Com a evolução da doença, o paciente pode apresentar ansiedade, agitação, dificuldade para engolir, espasmos musculares, confusão mental e paralisia. Após o surgimento dos sintomas, a doença apresenta alta taxa de mortalidade.

CUIDADOS IMPORTANTES – Além da vacina contra a raiva, a equipe de saúde também avalia a necessidade de vacina antitetânica e uso de antibióticos, dependendo da gravidade do ferimento.

Maria José alerta que a raiva não tem cura e pode levar à morte caso o paciente desconsidere a importância de uma avaliação médica após mordedura de animal.

“Muitas vezes não levamos a sério a mordida de um cão ou gato, e isso pode resultar em algo muito grave se não tomarmos os cuidados necessários”, alerta a enfermeira.

A médica veterinária do Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande (CCZ-VG), Amanda Nunes, orienta a população a evitar contato com animais desconhecidos, principalmente cães e gatos em situação de rua, além de nunca tocar em morcegos ou animais silvestres.

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“É de suma importância que a população, principalmente crianças e pessoas curiosas, não toque em animais que não conhece, nem em animais de rua ou silvestres, como capivaras. Eles podem transmitir a raiva”, reforça.

ATENDIMENTO NO MUNICÍPIO – Em Várzea Grande, pacientes vítimas de mordidas podem buscar atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e no Hospital e Pronto-Socorro de Várzea Grande (HPSVG) para avaliação e encaminhamento da vacina antirrábica humana.

No município, a raiva animal está erradicada desde 2015. A equipe do CCZ segue monitorando a situação para manter Várzea Grande livre da doença.

A veterinária Amanda Nunes orienta que, em casos suspeitos ou para mais informações sobre a doença, a população pode entrar em contato com o Centro de Controle de Zoonoses pelo WhatsApp (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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