Várzea Grande

Prefeita Flávia Moretti anuncia maior programa de regularização fundiária da história de Várzea Grande

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Durante solenidade promovida pelo CNJ e TJMT, em alusão à Semana do Solo Seguro Favelas, a prefeita recebeu títulos do Residencial 8 de Março, que serão um marco dessa nova gestão

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), protagonizou nesta sexta-feira (13), um dos momentos mais simbólicos da Semana do Solo Seguro Favelas, promovida pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso. Durante o evento, realizado no início da tarde, ela recebeu das mãos do juiz auxiliar do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Rodrigo Gonçalves de Souza, e do corregedor-geral do TJMT, José Luiz Lindote, 444 títulos de propriedade referentes ao Residencial 8 de Março — um marco histórico após quase 20 anos de luta dos moradores por segurança jurídica.

Na ocasião, Flávia Moretti também anunciou o que pode se tornar o maior programa de regularização fundiária urbana do Brasil, com previsão de alcançar mais de 20 mil moradias em Várzea Grande, abrangendo cerca de 23 núcleos urbanos. “Estamos falando de um passivo histórico de ocupações e loteamentos irregulares que agora começam a ser resolvidos com seriedade, segurança jurídica e dignidade para as famílias”, afirmou.

A prefeita relembrou que o Residencial 8 de Março foi entregue em 2005 ainda sem a titularidade dos imóveis. “Foram quase duas décadas de insegurança para essas famílias e em angústia pelo realização do sonho da titularidade da casa própria. Eu acompanhei pessoalmente esse processo quando era presidente da OAB de Várzea Grande, entre 2015 e 2019. Havia uma série de entraves jurídicos, penhoras e questões complexas envolvendo a área. Hoje, vencemos essa batalha”, comemorou Flávia.

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Ela destacou a importância da participação do Judiciário, da Corregedoria-Geral de Justiça, dos cartórios e da parceria com o Governo do Estado, o Intermat, a Assembleia Legislativa e parlamentares como o deputado estadual Eduardo Botelho e a deputada federal Coronel Fernanda, cujas emendas garantiram apoio técnico para viabilizar o programa. “Não se faz regularização fundiária sem o Judiciário. É ele quem dá a segurança jurídica ao gestor público e ao cidadão que recebe o título. É um esforço coletivo que muda vidas”, frisou.

O corregedor-geral do TJMT, José Luiz Lindote, enfatizou o alcance social do projeto. “É o maior projeto de transformação social do Judiciário. Ele garante às famílias o direito à propriedade e acesso a crédito, reformas, segurança para viver com dignidade”, afirmou.

O juiz auxiliar do CNJ, Rodrigo Gonçalves de Souza, reforçou que o projeto Solo Seguro Favelas é uma resposta direta à realidade de milhões de brasileiros que vivem sem endereço formal. “Ter um título significa poder reformar, vender ou deixar o imóvel para os filhos com segurança. Essa é a missão do CNJ com o Solo Seguro”, declarou.

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Representando o governador Mauro Mendes, o presidente do Intermat, Francisco Serafim de Barros, celebrou os resultados concretos do programa. “Hoje entregamos simbolicamente os títulos do 8 de Março, mas já temos mais 460 prontos para outros bairros. Regularização fundiária é uma das ações mais gratificantes do setor público. Vamos continuar enquanto houver um título a ser entregue”, afirmou.

A secretária municipal de Desenvolvimento Urbano e Regularização Fundiária, Manoela Rondon, detalhou o plano que já está em andamento. “Estamos em fase de contratação da empresa que fará os levantamentos técnicos e sociais. Serão mais de 13 mil títulos nesta nova etapa. Já temos termo de referência e processo em curso”, garantiu.

O evento ainda contou com a participação da escrevente Laura Auxiliadora de Arruda Carli, do 1º Ofício de Várzea Grande, reforçando a importância dos cartórios na execução do projeto.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande assina termos e garante R$ 930 mil para projetos do ‘Circuito Cultural VG’ por meio de recursos federais

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Várzea Grande deu mais um passo para fortalecer a produção cultural do município. Na noite desta terça-feira (18), foram assinados os Termos de Execução Cultural com 30 agentes culturais contemplados pelo Edital PNAB nº 003/2026 – “Circuito Cultural VG”. A cerimônia foi realizada no Centro Cultural e marcou o início da fase de execução dos projetos selecionados.

Cada proponente receberá R$ 31 mil, em parcela única, totalizando R$ 930 mil destinados aos 30 projetos. O recurso é proveniente da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Governo Federal, e chegou ao município por meio do cumprimento das etapas de execução dos ciclos anteriores da política cultural.

A superintendente de Cultura de Várzea Grande, Luh Arruda, explicou que, após a assinatura dos termos, os documentos passam por uma etapa de tramitação junto à Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL) até que os recursos sejam liberados.

“Hoje estamos recebendo os 30 proponentes que ganharam o edital Circuito Cultural para a assinatura dos termos. Cada um vai receber R$ 31 mil, em parcela única, totalizando R$ 930 mil. Depois da assinatura, existe toda uma tramitação junto à Secretaria para que a documentação seja encaminhada e o pagamento seja realizado”, explicou.

Segundo Luh, a expectativa é de que os recursos sejam pagos em até 30 dias após a assinatura, desde que toda a documentação exigida esteja regularizada. Os agentes culturais terão até um ano para executar os projetos aprovados e apresentar a respectiva prestação de contas.

Mais oito agentes poderão ser contemplados

A Superintendência de Cultura também anunciou que outros oito agentes culturais deverão ser contemplados posteriormente. A possibilidade surgiu a partir de recursos remanescentes do próprio Circuito Cultural VG e de outro edital, permitindo ampliar o número de trabalhadores da cultura beneficiados.

“Vai ter mais oito proponentes porque o dinheiro rendeu. Tivemos uma sobra do Circuito Cultural e também do edital 004, que não teve o maior número de projetos aprovados. Então, por conta dessa sobra, foi possível contemplar mais oito proponentes”, explicou Luh.

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A definição dos novos contemplados foi discutida junto ao Conselho Municipal de Cultura, com o objetivo de ampliar o alcance da política de incentivo e fazer com que mais trabalhadores do setor cultural tenham acesso aos recursos.

Fiscalização acompanha execução dos projetos

Os recursos não serão administrados pela Prefeitura ou pela Superintendência de Cultura. O dinheiro será depositado diretamente nas contas dos agentes culturais responsáveis pelos projetos selecionados. Cabe aos próprios proponentes executar as propostas aprovadas, seguindo as regras estabelecidas no edital.

Luh Arruda explicou que a Superintendência de Cultura fará o acompanhamento da execução, com apoio do Conselho Municipal de Cultura. Os projetos também deverão cumprir as contrapartidas previstas no edital e, sempre que possível, ser realizados em espaços públicos.

“Eles têm que encaminhar para a gente toda a execução desses projetos aprovados. Muitos já estão nos procurando para realizar eventos no Centro Cultural, outros estão pedindo apoio para fazer em praças ou até mesmo nas próprias instituições, desde que sejam espaços abertos ao público”, destacou.

A superintendente reforçou ainda que os contemplados são agentes culturais independentes, e não servidores públicos. Podem participar associações, grupos, coletivos e pessoas físicas, conforme os critérios estabelecidos no edital.

Cada proposta passou por avaliação técnica, e a documentação dos proponentes foi analisada, incluindo a regularidade dos documentos e dos CPFs, dentro dos critérios definidos pela PNAB.

“O recurso não cai na conta da Cultura. Ele vai para cada agente, que vai aplicar nos projetos aprovados e depois comprovar a execução. Existe uma comissão e todo um acompanhamento para que o recurso seja utilizado exatamente dentro da finalidade prevista”, explicou Luh.

Caso o agente não consiga executar o projeto dentro do prazo estabelecido, deverá apresentar justificativa e, quando não houver possibilidade de execução, realizar a devolução dos recursos conforme as regras do edital.

Durante a cerimônia, a coordenadora do Escritório Estadual do Ministério da Cultura em Mato Grosso, Lígia da Silva Viana, destacou o trabalho desenvolvido pela gestão municipal na aplicação dos recursos da política cultural.

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“SMECEL, parabéns à secretária Maria Fernanda e a toda a sua equipe por esse marco. É por resultados como este que trabalhamos por Mato Grosso. Se cada gestor de cada município trabalhar como vocês, a cultura de todo o nosso Estado só tende a avançar cada vez mais”, afirmou Lígia.

Para a representante do Ministério da Cultura, a execução dos recursos e a ampliação do número de trabalhadores beneficiados demonstram a importância da parceria entre os municípios e o Governo Federal para fortalecer o setor cultural.

Entre os agentes contemplados está Huenderson de Assunção, que pretende utilizar o recurso para desenvolver um projeto voltado ao resgate e fortalecimento de uma tradicional festa cultural de Várzea Grande. Segundo ele, a proposta busca recuperar uma manifestação que marcou a história da comunidade e contribuir para a preservação das tradições locais.

“A nossa perspectiva é a melhor possível. A nossa proposta é uma festa cultural que aconteceu há muitos anos e que estamos querendo fomentar novamente, porque as festas santas da nossa região são uma tradição muito forte e cultural da nossa Várzea Grande”, afirmou.

Com a assinatura dos termos, os 30 contemplados entram oficialmente na fase de execução das propostas. A partir de agora, a Superintendência de Cultura acompanhará o desenvolvimento dos projetos, os prazos e a prestação de contas, garantindo que os recursos sejam aplicados de acordo com as regras estabelecidas no edital.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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