Várzea Grande

Infectologista do SUS Várzea Grande faz orientações e reforça importância da vacinação e de medidas preventivas

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A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, por meio das equipes da Vigilância Epidemiológica e de toda a rede assistencial, acompanha de forma contínua a situação da meningite no município. Nesta semana, foi confirmado um caso da forma bacteriana da doença em uma estudante de 11 anos.

Desde a confirmação, todas as medidas de monitoramento, orientação e prevenção foram adotadas junto à comunidade escolar, familiares e pessoas que tiveram contato próximo com a paciente. Como parte das ações, um informativo virtual passou a ser distribuído para ampliar o acesso da população às informações sobre a doença.

A médica infectologista do SAE/CTA de Várzea Grande, Kadja Leite, explica que a meningite pode ser causada por vírus, bactérias ou fungos, e que cada tipo exige protocolos específicos de investigação e controle. No caso da estudante, o diagnóstico realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública confirmou meningite bacteriana por Streptococcus pneumoniae. A paciente segue sob acompanhamento médico.

Segundo a especialista, é fundamental que a população esteja atenta aos principais sintomas, como rigidez na nuca, febre alta, dor de cabeça intensa, vômitos, sonolência, confusão mental e piora rápida do estado geral. Em crianças pequenas, sinais como irritabilidade intensa, recusa alimentar e sonolência excessiva também merecem atenção.

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“Ao apresentar esses sintomas, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de pronto atendimento”, destaca.

A infectologista ressalta ainda que o tempo de transmissão varia conforme o agente causador. “A maioria dos casos já pode transmitir antes mesmo do surgimento dos sintomas, ainda no período de incubação. Na meningite bacteriana, a transmissão costuma cessar após 24 horas do início do uso de antibióticos. Já a meningite viral pode ser transmitida, em média, por até sete dias”, explica.

VACINAÇÃO

A prevenção é um dos pontos mais importantes no combate à doença. De acordo com a médica, a vacinação é a principal forma de proteção contra os tipos mais graves de meningite bacteriana.

O Sistema Único de Saúde disponibiliza gratuitamente a vacina meningocócica C para bebês e a vacina ACWY, que protege contra os tipos A, C, W e Y. Os imunizantes estão disponíveis em todas as unidades básicas de saúde de Várzea Grande.

A vacina contra o tipo B, no entanto, é ofertada apenas na rede privada, conforme critérios do Ministério da Saúde. Por isso, é essencial manter a carteira de vacinação atualizada, especialmente entre crianças e bebês.

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PREVENÇÃO E CUIDADOS

Além da vacinação, medidas simples ajudam a reduzir o risco de transmissão, como a higienização frequente das mãos, limpeza de ambientes coletivos e manutenção de locais bem ventilados.

A secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira, reforça que a meningite é uma doença grave, pois afeta o sistema nervoso central e pode levar a óbito, além de provocar surtos considerados emergências de saúde pública.

“Em caso de suspeita, é importante evitar a automedicação, utilizar máscara e buscar atendimento na unidade de saúde mais próxima ou em uma unidade de pronto atendimento”, orienta.

A Secretaria de Saúde segue monitorando a situação e reforça o compromisso com a proteção e o bem-estar da população de Várzea Grande.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Várzea Grande está pronta para dar início à imunização com a Pneumo 20

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As equipes da Vigilância Epidemiológica em Saúde e da Atenção Primária de Várzea Grande estão prontas para dar início à oferta da nova vacina disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS): a pneumocócica 20 (Pneumo 20). A liberação do imunizante foi anunciada pelo Ministério da Saúde, e Várzea Grande aguarda a chegada das primeiras doses para reforçar a cobertura vacinal de crianças de até cinco anos.

Esta é a primeira vez que a Pneumo 20 passa a fazer parte do calendário de imunização infantil do SUS. A vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, principal causadora de doenças graves, como pneumonia e meningite, responsáveis por hospitalizações, sequelas e óbitos. Conforme o Ministério da Saúde, na rede privada, a dose pode custar mais de R$ 500.

O diferencial da nova vacina é a ampliação da proteção imunológica contra os sorotipos mais frequentemente associados à pneumonia invasiva, especialmente os tipos 3, 6A e 19A, tornando-a mais abrangente do que as formulações anteriores. O imunizante também auxilia na prevenção da otite média, condição que pode evoluir para perda auditiva e, em casos mais graves, infecção generalizada.

Como explica a enfermeira da Vigilância Epidemiológica, Maria José Neves, a vacinação terá início assim que o governo federal encaminhar as doses ao Estado, que posteriormente as repassará ao Município. “Nada muda na rotina das Unidades Básicas de Saúde. Estaremos ofertando mais uma vacina que tem como público-alvo crianças menores de dois anos. É importante que os pais e responsáveis levem seus filhos para receber esse imunizante”, destaca.

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A previsão do Ministério da Saúde é disponibilizar mais de 6,1 milhões de doses ainda este ano para todo o Brasil.

Sobre a nova vacina, Maria explica que o público-alvo é formado prioritariamente por crianças menores de dois anos de idade, que passam, a partir de agora, a ter o imunizante incluído na rotina vacinal. “O público-alvo da Pneumo 20 se estende até crianças de cinco anos, porque existem doses de reforço e esquemas diferenciados para quem ainda não recebeu a vacina, que está sendo disponibilizada pela primeira vez no SUS. Dessa forma, ampliamos a cobertura vacinal e a prevenção dessas doenças respiratórias”, explica.

Conforme o esquema básico elaborado pelo Ministério da Saúde, crianças de 2 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade deverão receber a primeira dose (D1) aos 2 meses e a segunda dose (D2) aos 4 meses, respeitando o intervalo de 60 dias entre as aplicações. A dose de reforço deverá ser administrada aos 12 meses de idade. Já para crianças de até 4 anos, 11 meses e 29 dias sem histórico vacinal contra o pneumococo, será administrada uma dose única da VPC20.

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A secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira, destaca que a vacinação em larga escala deverá reduzir significativamente os custos do SUS com internações, tratamentos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), manejo de sequelas e processos de reabilitação.

“Conforme orientação do Ministério da Saúde, o mês de junho marca o início da oferta desse imunizante. Tão logo as doses cheguem ao Município, estaremos prontos para disponibilizar mais essa vacina às nossas crianças. Precisamos que os pais e responsáveis se conscientizem da importância dessa medida preventiva e procurem a unidade de saúde mais próxima. Estamos em um período crítico para as doenças respiratórias, temos casos de meningite registrados no Estado e as unidades de pronto atendimento estão lotadas de crianças com sintomas gripais. A vacina salva vidas, reduz a circulação de agentes infecciosos e evita o agravamento dos quadros clínicos”, enfatiza.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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