Várzea Grande

CES realiza palestras e oferta meios para o efetivo planejamento familiar

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“As pessoas têm direito ao acesso a métodos contraceptivos nos serviços de saúde e isso implica também em orientações adequadas. É um direito resguardado por lei”

O Centro de Especialidades em Saúde (CES) – também conhecido por Postão – realiza todas as quartas e quintas-feiras, palestras voltadas às mulheres que buscam orientações de métodos contraceptivos, gravidez, parto, puerpério e informações voltadas ao planejamento familiar. As palestras são ministradas por uma equipe multiprofissional da saúde e começa, precisamente, às 7h da manhã e dura em torno de uma hora e meia.

Como explica a enfermeira Gislane Fontes da Silva, é necessário que os pacientes cheguem meia hora antes de começar a reunião, uma vez que a porta do espaço, dedicado às palestras, se fecham às 7h e, só abrem com o término da reunião. “Essa medida é necessária para que as pacientes não percam a atenção e os profissionais não se percam nas orientações”.

A enfermeira explica ainda que as pacientes são orientadas, pelos profissionais da Regulação, que ligam e agendam as palestras, a chegaram no horário estimado justamente para terem todas as informações necessárias para o planejamento familiar. “É um momento de orientação e todos os profissionais que ministram as palestras elaboram ações educativas no sentido de fortalecer os direitos sexuais e reprodutivos, na promoção da vivência da sexualidade de forma saudável, na garantia do direito de ter ou não filhos, métodos contraceptivos e planejamento familiar”.

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A gerente do Centro de Especialidades em Saúde, Ângela Assunção, lembra que o planejamento familiar é um direito resguardado por lei. “As pessoas têm o direito ao acesso a métodos contraceptivos nos serviços de saúde e isso implica também em orientações adequadas. O Centro de Especialidade em Saúde oferece esse serviço e tantos outros voltados à saúde da família”.

A secretária de Saúde, Deisi Bocalon, destaca que todo o indivíduo tem de ter conhecimento de sua vida, de seus desejos, de suas vontades, de suas condições físicas e psicológicas e tudo isso interfere diretamente na criação de um filho. “Quando uma pessoa decide que não pode e não quer mais engravidar ela leva tudo isso em consideração, então é muito importante, que as pessoas quando têm essa tomada de decisão encontrem no serviço público o acolhimento necessário”.

A gestora destacou também que o Centro de Especialidades em Saúde realiza vasectomia, laqueadura, oferta de DIU e métodos contraceptivos para que os desejos e sonhos dessas famílias sejam de fato realizados.

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Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Várzea Grande amplia proteção de bebês prematuros com aplicação inédita do Nirsevimabe pelo SUS

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A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, está reforçando os cuidados com a saúde de bebês prematuros ao disponibilizar, pela primeira vez, o anticorpo monoclonal Nirsevimabe, popularmente conhecido como “vacina Nirsevimabe”. O medicamento oferece imunização imediata para proteger os bebês contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador de bronquiolite e pneumonia grave em crianças pequenas.

As doses integram o Protocolo de Uso do Nirsevimabe para Prevenção de Infecção do Trato Respiratório Inferior Associada ao Vírus Sincicial Respiratório em Bebês Prematuros ou com Comorbidades, disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Nirsevimabe é destinado a um público específico e, em Várzea Grande, vem sendo administrado desde fevereiro deste ano, conforme prescrição médica e condição clínica do recém-nascido, na Maternidade Pública “Dr. Francisco Lustosa” e nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A UBS Jardim Glória foi a primeira unidade, fora da maternidade, a aplicar a medicação.

Como explica Patrícia Pretel Feitosa, enfermeira responsável pela Imunização da Atenção Primária de Várzea Grande, a incorporação do Nirsevimabe ao SUS amplia a cobertura de proteção para todos os bebês prematuros que se enquadram nos critérios estabelecidos.

“O anticorpo tem indicações específicas, tanto em relação à dosagem quanto ao público-alvo”, destaca.

Somente entre os recém-nascidos prematuros, 19 doses foram aplicadas na maternidade entre fevereiro e o momento atual. Dependendo das condições de saúde e do peso da criança, algumas recebem a dose ainda durante a internação, enquanto outras aguardam o ganho de peso para receber o medicamento posteriormente em uma Unidade Básica de Saúde.

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Patrícia explica ainda que, para recém-nascidos prematuros — aqueles nascidos com menos de 37 semanas de gestação —, a administração do Nirsevimabe deve ser feita por via intramuscular logo após o nascimento, ou assim que o bebê estiver clinicamente estável, ainda na maternidade.

“A dose do Nirsevimabe é única e varia apenas conforme a faixa de peso do paciente. Recém-nascidos e bebês com peso inferior a cinco quilos recebem uma dose única de 0,5 ml. Já aqueles com peso igual ou superior a cinco quilos recebem uma dose única de 1 ml”, explica.

Para crianças de até 24 meses de idade que apresentem comorbidades e permaneçam vulneráveis durante a segunda temporada de circulação do VSR, recomenda-se uma dose única, independentemente do peso, administrada em duas injeções de 1 ml cada, aplicadas em locais distintos.

Indicações para o uso do Nirsevimabe

  • Prematuros (nascidos com menos de 37 semanas de gestação);
  • Doença cardíaca congênita hemodinamicamente significativa;
  • Doença pulmonar crônica da prematuridade;
  • Imunocomprometimento grave, congênito ou adquirido;
  • Fibrose cística;
  • Doença neuromuscular;
  • Anomalias congênitas das vias aéreas;
  • Síndrome de Down.

Contexto

Segundo dados do Ministério da Saúde, o Vírus Sincicial Respiratório é responsável por cerca de 80% dos casos de bronquiolite e por até 60% das pneumonias em crianças menores de dois anos no Brasil.

Entre 2018 e 2024, foram registradas 83.740 internações de bebês prematuros. Somente em 2024, dos 82.005 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) atribuídos a vírus respiratórios, 32% (26.034 casos) foram causados pelo VSR.

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A faixa etária mais atingida foi a de crianças com menos de um ano, que representaram 72,1% dos casos (18.759) e 42% dos óbitos (168 das 403 mortes registradas).

Os principais grupos de risco para desenvolver infecção respiratória grave causada pelo VSR são lactentes com menos de seis meses de idade, especialmente os prematuros, crianças com doença pulmonar crônica da prematuridade e aquelas com cardiopatias congênitas.

Essa maior vulnerabilidade está relacionada à imaturidade do sistema imunológico, à menor transferência de anticorpos maternos, ao menor calibre das vias aéreas, além de fatores como baixa reserva energética, desmame precoce, anemia, infecções respiratórias recorrentes e uso prévio de corticoides.

O VSR apresenta comportamento sazonal, com maior circulação nos meses mais frios do ano. Embora esse padrão varie entre as regiões brasileiras, a maior incidência costuma ocorrer durante o outono e o inverno.

Anualmente, o vírus é responsável por cerca de 3,6 milhões de hospitalizações em todo o mundo e aproximadamente 100 mil mortes de crianças menores de cinco anos, sendo metade desses óbitos em bebês com menos de seis meses de idade. (Com informações do Ministério da Saúde)

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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