Várzea Grande

Audiência pública reúne moradores e aponta desafios para o saneamento de Várzea Grande

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A participação da população foi importante para a audiência pública de atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) de Várzea Grande, realizada na noite desta quarta-feira (12), no Ginásio Poliesportivo Fiotão. Moradores de diferentes regiões da cidade relataram problemas enfrentados diariamente com o abastecimento de água e apresentaram sugestões e questionamentos que passam a integrar a discussão sobre o futuro do saneamento no município.

Durante o encontro, representantes da FIPE apresentaram um diagnóstico que aponta perdas de até 60% na distribuição e necessidade de até R$ 1,3 bilhão em investimentos para regularizar o abastecimento.

Além da participação presencial, a população também pôde contribuir por meio de consulta pública disponibilizada no site do programa Acelera VG Água. O prazo para envio de sugestões e contribuições pela plataforma foi encerrado nesta quarta-feira (12).

Os moradores relataram períodos prolongados sem água, baixa pressão, irregularidade no fornecimento e dificuldades para armazenar água para as necessidades básicas. Maria do Socorro, moradora do bairro Nova Fronteira, contou que chegou a passar a madrugada tentando conseguir água. Segundo ela, mesmo após informações de que o abastecimento havia sido retomado em parte da região, a água não chegou à sua residência. “Eu fiquei até 1h40 da madrugada lutando sem água. Estou na esperança de amanhã vir água e conseguir ligar a bomba para tentar puxar”, relatou.

No Marajoara, Leila Francisca disse que utiliza uma cisterna para enfrentar a irregularidade no abastecimento, mas ainda precisa recorrer a vizinhos que possuem poço. Já o morador da Vila Arthur, Odílio Domingos da Silva, afirmou que o problema se agravou nos últimos anos. “Agora, nesses últimos 90 dias, está entre cinco e dez dias sem água. Chegamos a ficar 12 dias sem água”, afirmou. Segundo ele, a imprevisibilidade do abastecimento também obriga os moradores a permanecerem em casa para aproveitar os períodos em que a água chega, inclusive durante a madrugada.

Morador do bairro Nova Várzea Grande, Edivaldo João Silva, que vive no município há quase 50 anos, lembrou que as dificuldades com o abastecimento são antigas e manifestou expectativa de que a atualização do plano ajude a mudar essa realidade. Jairo Monteiro Arruda parabenizou a Prefeitura pela realização da audiência e destacou que foi possível identificar problemas que se repetem em diferentes regiões.

Pelo YouTube, Geizibel Campos chamou atenção para situações em que imóveis da mesma rua recebem água em dias diferentes, enquanto Pamela Fernandes relatou problemas com vazamentos no bairro Jequitibá, que, segundo ela, prejudicam o abastecimento.

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Diagnóstico aponta necessidade de grandes investimentos – Durante a audiência, representantes da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) apresentaram os estudos que embasam a atualização do PMSB. O levantamento reúne diagnóstico da situação atual, projeções populacionais, demandas futuras, avaliação da capacidade operacional e financeira dos sistemas e alternativas para ampliar investimentos e melhorar a prestação dos serviços.

No abastecimento de água, o estudo aponta que 97,6% da população possui acesso à rede, mas problemas de infraestrutura comprometem a regularidade do serviço. As perdas na distribuição chegam a 60%.

O diagnóstico identificou ainda que sete sistemas de captação precisam de reformas ou adequações e que oito Estações de Tratamento de Água (ETAs) também necessitam de intervenções.

Para regularizar o abastecimento, a estimativa apresentada no documento aponta a necessidade de investimentos entre R$ 800 milhões e R$ 1,3 bilhão, incluindo obras nos sistemas de captação, implantação de reservatórios, reparos na rede de distribuição e intervenções nas estações de tratamento.

No esgotamento sanitário, o cenário também exige investimentos expressivos. Atualmente, apenas 30% da população tem acesso à coleta de esgoto, enquanto a cobertura de coleta e tratamento dos efluentes domésticos está em 16,6%.

O estudo aponta que 12 Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) precisam de reformas ou adequações e outras 12 estão inoperantes ou necessitam ser desativadas. Mesmo após a readequação do sistema existente, ele seria capaz de atender cerca de 50% da demanda real, o que demonstra a necessidade de expansão da rede.

Os investimentos estimados para o setor de esgotamento sanitário variam entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão, destinados principalmente à ampliação da rede, reforma e construção de estações de tratamento.

Participação popular ajuda a definir próximos passos – A audiência pública encerra uma etapa importante do processo de atualização do PMSB, ao permitir que o diagnóstico técnico seja apresentado à sociedade e confrontado com a realidade vivenciada pelos moradores.

“As contribuições apresentadas durante o encontro serão consideradas no processo de consolidação do plano, que estabelece diretrizes, metas e ações para o saneamento básico do município. Após essa etapa, a atualização do PMSB será encaminhada à Câmara Municipal de Várzea Grande, onde deverá ser analisada e votada pelos vereadores. Se aprovada, a proposta irá se transformar em lei e servir de base para a escolha do novo modelo de gestão par aos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário da cidade”, detalhou a secretária Ina de Maria.

Responsável pelo acompanhado de todos os trabalhos que estão sendo realizados pela FIPE, INa de Maria pontua que “mais do que a aprovação de um documento, o processo representa a definição de uma estratégia de longo prazo para enfrentar problemas que fazem parte da rotina de milhares de famílias. A expectativa é que o planejamento técnico, aliado à participação da população, ajude a transformar as demandas apresentadas em obras, investimentos e melhorias efetivas nos serviços de água e esgoto de Várzea Grande”, concluiu.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Prefeitura conquista aprovação de sete projetos e avança na valorização dos servidores públicos

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Medidas aprovadas pela Câmara Municipal incluem novos Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e beneficiam 17 carreiras e 3.017 servidores efetivos e concursados

A Prefeitura de Várzea Grande conquistou, nesta terça-feira (29.09), a aprovação de sete projetos voltados à valorização dos servidores públicos municipais. Entre as propostas está o Projeto de Lei Complementar que dispõe sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos servidores do sistema de saúde de Várzea Grande.

Também foram aprovados o Projeto de Lei Complementar que trata da estrutura remuneratória e da nomenclatura funcional dos servidores vinculados ao Sistema Único de Assistência Social (SUAS); o Projeto de Lei Complementar que atualiza a Lei Municipal nº 4.014/2014; o Projeto de Lei Complementar que dispõe sobre o PCCS dos médicos, odontólogos e médicos-veterinários; e o Projeto de Lei Complementar que institui o Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos servidores externos e internos do Poder Executivo.

Também foi aprovada a concessão de função gratificada aos diretores pedagógicos e coordenadores pedagógicos.

A prefeita Flávia Moretti destaca que a gestão municipal busca valorizar o trabalho de cada profissional. A reestruturação já contempla diferentes áreas da Administração Municipal e alcança 17 carreiras e 3.017 servidores efetivos e concursados.

“Estamos fazendo esse trabalho desde o início da gestão, valorizando o servidor público e prevendo a valorização do salário, que é justo e faz parte da carreira. Há carreiras que não tinham PCCS e que agora passam a ter uma carreira estruturada. Vale lembrar que existem servidores com carreiras que recebem menos que o salário mínimo”, destaca Flávia Moretti.

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A chefe do Poder Executivo também ressalta que toda a reestruturação foi elaborada com planejamento, dotação orçamentária, compatibilidade com o PPA, a LDO e a LOA, estimativa de impacto orçamentário-financeiro e observância aos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

“A valorização precisa caminhar junto com a responsabilidade fiscal. Estamos valorizando o servidor sem comprometer a capacidade de Várzea Grande de manter os serviços públicos e realizar investimentos”, explica a prefeita.

Enfermeira e servidora efetiva da Saúde desde 2020, Mariana Keiko Kawaata agradece a iniciativa da prefeita e considera a aprovação um feito histórico para o município.

“Estive na linha de frente durante a Covid-19 e, inclusive, fui diagnosticada duas vezes com a doença. Essa valorização é essencial para nós, pois entendo que valorizar o servidor não é custo, mas investimento, já que estamos na linha de frente do atendimento ao público. Somos nós que acolhemos e cuidamos diretamente da população. Parabenizo a prefeita, pois este ato é de muita coragem e, com toda certeza, entrará para a história de Várzea Grande”, afirma Mariana.

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A enfermeira Karine Curvo, servidora de carreira e profissional da Unidade de Saúde do Maringá, esteve na Câmara Municipal durante a votação e falou sobre a emoção de acompanhar a aprovação.

“É com imensa gratidão e emoção que celebro essa conquista histórica, a aprovação do nosso PCCS da Saúde. Meu mais sincero agradecimento, primeiramente a Deus, depois à Câmara de Vereadores e à prefeita Flávia Moretti, por demonstrarem respeito, sensibilidade e compromisso real com quem dedica a vida a cuidar dos outros. Essa vitória faz o coração transbordar de orgulho e renova nossas forças para continuar servindo à nossa população com todo o amor e dedicação que ela merece”, comenta Karine.

Além dos servidores efetivos, os contratados temporariamente também serão beneficiados pela nova estrutura remuneratória, uma vez que recebem o subsídio inicial correspondente ao nível A1 das respectivas carreiras.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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