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Somente em maio, Saúde registrou 860 pacientes faltantes em consultas agendadas

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Não falte. Sua falta faz falta. É com esse apelo que a Secretaria de Saúde e Saneamento busca conscientizar os usuários do sistema municipal de saúde em relação ao registro de faltas em consultas agendadas. Somente em maio, 860 pacientes faltaram às consultas agendadas com profissionais do Ambulatório Multiprofissional de Especialidade (AME) Ari Jaeger. Todos os faltantes haviam sido previamente comunicados e confirmaram a presença na consulta.

Infelizmente, segundo a equipe, o mesmo padrão pode se repetir em junho, já que entre os dias 29 de maio a 2 de junho, foram registradas 176 faltas em apenas cinco dias.

O pedido é para que o paciente que confirmou presença compareça ao AME e realize a consulta. Agora, aqueles que confirmaram, mas por algum motivo não poderão comparecer, devem avisar a equipe com 48 horas de antecedência pelos números (66) 99692-2197 ou 99698-9726.

Quando o paciente comunica que não poderá ir, a equipe já chama o próximo da fila, assim ninguém é prejudicado, explica o gestor da pasta, Luis Fábio Marchioro. “Quando um paciente falta todo seu tratamento fica comprometido e quando ele falta e não comunica, além de comprometer seu tratamento ele automaticamente prejudica outra pessoa que poderia receber esse atendimento”, reforça Luis Fábio.

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O secretário frisa que infelizmente o quadro de faltas é comum e atrapalha toda a rede de atendimentos. No fim de março, por exemplo, dos 100 pacientes agendados para consultas pré-operatórias, 27 faltaram. O número equivale a mais de 25% de faltantes. “Esse cenário também se repete na realização de exames, cirurgias e outros serviços que atrapalha a organização de todo o sistema de saúde; precisamos da colaboração da população”, diz o gestor.

“São dados que nos preocupam, por isso alertamos novamente: confirmou, não falte. Se tiver que faltar avise, comunique, possibilite que outra pessoa que também está precisando receba o atendimento correto”, completa Luis Fábio.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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