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Servidores que atuam no julgamento de recursos administrativos passam por formação

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Lei de agosto deste ano instituiu a Junta de Recursos Administrativos

Instituídas por meio da Lei 3.428, a Junta de Análise e Julgamento de Recursos Administrativos (Jurad) e a Equipe Técnica de Julgamento em Primeira Instância têm, como objetivo, analisar e julgar as solicitações de defesa, impugnações, recursos e todas as demais manifestações de pessoas físicas e jurídicas que tenham sido penalizadas em ações de fiscalização efetuadas pela Prefeitura.

Nesta semana, na quarta e na quinta-feira (29 e 30 de novembro), os integrantes das duas comissões participaram de uma formação para atualizar os conhecimentos acerca da legislação municipal, e dos critérios que devem ser sempre levados em consideração no ato do julgamento.

O momento de formação, partilha e renovação de conhecimentos entre os integrantes das equipes reforça a lisura do processo. “Nossa função é seguir rigorosamente a legislação, e, da mesma forma, respeitar o direito de nossos munícipes à ampla defesa, analisando caso a caso e sempre focando em ações construtivas, e não meramente punitivas”, destaca o secretário de Governo, Hilton Polesello.

Participaram do curso cerca de 20 servidores, de várias secretarias. A formação, organizada pela Escola de Governo, ligada diretamente à Secretaria de Administração (Semad), contou com palestras do coordenador do Núcleo Integrado de Fiscalização (NIF), Reinaldo Nunes, também idealizador do evento. Reinaldo detalhou a Lei, e também analisou, em profundidade, o direito à ampla defesa e ao contraditório, os direitos fundamentais de as garantias constitucionais dos autuados; e os princípios basilares da Administração Pública.

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“A implantação da Jurad estabelece os ritos processuais em relação às autuações impostas pela fiscalização municipal no tocante aos recursos administrativos em primeira e segunda instância, garantindo assim o direito ao contraditório e a ampla defesa, direitos fundamentais expressos na Carta Magna”, reiterou Reinaldo .

A auditora fiscal Cristiane Laura de Souza, que integra a equipe da Controladoria Geral do Município (CGM), falou sobre ética aos participantes, abordando tanto a relação entre ética, princípios e valores, assim como também esmiuçou o Código de Ética do Município. Encerrando a formação, o advogado Flávio Freitas, que faz parte da Procuradoria Geral do Município (PGM), discorreu sobre o poder de polícia administrativa, fé pública e presunção de legalidade.

De acordo com a lei sancionada em agosto deste ano, o primeiro passo a ser seguido por quem busca fazer a defesa administrativa em caso de alguma autuação, é direcionar a argumentação ao NIF, sempre por meio de documentação entregue no Protocolo Geral da Prefeitura.

Aí então, o NIF encaminha a solicitação à pasta competente, sendo que os processos ligados à Vigilância Sanitária e à Vigilância Ambiental serão analisados e julgados por integrantes da Secretaria Municipal de Saúde e Saneamento (Semsas). Os processos que envolvem planejamento urbano, como obras e posturas; uso e conservação das vias públicas, e patrimônio histórico e cultural ficam a cargo da Secretaria da Cidade (Semcid).

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A Secretaria de Governo (Semgov) fica responsável pelo julgamento de questões relacionadas a autorizações e permissões de eventos, ocupação de propriedades e espaços públicos, assim como a sujeira (o mato alto) em terrenos baldios.

À Secretaria de Fazenda são encaminhados os processos relacionados ao funcionamento de atividades, licenças e alvarás, e demais matérias não julgadas pelas outras pastas.

Já quando a situação não for resolvida em primeira instância, é então encaminhada à Jurad, composta por representantes de sete secretarias: Fazenda; Segurança Pública, Trânsito e Defesa Civil; Desenvolvimento Econômico; Saúde e Saneamento; Cidade; Governo e Administração.

“Nosso foco é, ao máximo, ampliar a transparência de nossos processos, facilitar a interação do cidadão com a Administração Municipal e, principalmente, zelar pelos princípios administrativos da eficiência, legalidade, impessoalidade e da moralidade”, reitera o secretário de Administração, Estevam Calvo.

Todos os detalhes do processo podem ser conferidos na íntegra da lei, clicando aqui.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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