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Sebrae conhece Condess de Sorriso

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Ideia implantar o Conselho em outros municípios da região

Diálogo, partilha, abertura, debate, análise. Governar de forma democrática, não só permitindo, como também estimulando que outras vozes sejam ouvidas nos momentos de tomadas de decisões. O prefeito Ari Lafin explicou, na manhã desta quinta-feira (1.º de junho) como funciona o Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico e Social (Condess) ao consultor do Sebrae Willian Carvalho de Morais.

A intenção do consultor é sugerir a implantação desta ferramenta de gestão compartilhada em outros municípios da região, para os quais ele presta consultoria. Compõem este leque de cidades que podem contar com um Condess “para chamar de seu” Vera, Nova Ubiratã, Feliz Natal e Ipiranga do Norte. “Percebo que o Condess é de grande auxílio no processo de gestão, à medida que ouve representantes de toda a sociedade”, analisa Willian, que vai levar o case de Sorriso como referência, junto ao de Sinop, que também está sendo igualmente estudado.

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“O Conselho sobrevive porque o Município respeita as decisões do Condess, pois mesmo ficando com o Executivo o poder deliberativo, faço questão de ser democrático, aberto e não interfiro no trabalho dos conselheiros”, destaca o prefeito, que, por lei, preside o Condess. O gestor detalhou ainda que muitos dos temas analisados pelo colegiado passam também pelo crivo da Comissão Normativa de Legislação Urbanística (CNLU) e, depois, seguem para a Câmara de Vereadores.

Sobre o Condess

Ao todo, o Conselho é composto por representantes da Câmara; da Associação Comercial e Empresarial de Sorriso (ACES); da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL); da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB); da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Técnicos (Assenarts); da indústria de aves; das Lojas Maçônicas; do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA); de Associações de Bairros; da Igreja Católica; do Conselho Evangélico; do Sindicato Rural de Sorriso; do Poder Judiciário; do Sindicato da Indústria Madeireira (SIMAS); do segmento de suínos; do Instituto Mato-grossense de Algodão (IMA); do Instituto Federal de Mato Grosso ( IFMT); da Associação dos Loteadores; da Associação da Construção Civil; da Associação dos Engenheiros de Sorriso (ASES).; do Clube Amigos da Terra (CAT); do Lions Club e do Rotary Club.

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Ainda integram o Condess os secretários da Cidade; de Desenvolvimento Econômico; de Obras e Serviços Públicos; de Agricultura, Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia; de Transportes; de Fazenda; e de Segurança Pública, Trânsito e Defesa Civil.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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